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Ucrânia e EUA fecham acordo de exploração mineral

Presidente Volodymyr Zelensky deve visitar Donald Trump para formalizar transação

Trump e Zelensky na Casa Branca | Foto: Shealah Craighead/Casa Branca
Trump e Zelensky na Casa Branca | Foto: Shealah Craighead/Casa Branca

Os governos da Ucrânia e dos EUA firmaram um acordo sobre a exploração conjunta de minerais, incluindo petróleo e gás, que Kiev vê como uma oportunidade para estreitar laços com Washington e buscar compromissos de segurança a longo prazo.

O acordo, datado de 24 de fevereiro, prevê que a Ucrânia contribua com 50% dos rendimentos da monetização futura de seus recursos minerais em um fundo. A versão final do acordo, alcançada depois de negociações intensas, abandonou a exigência inicial dos EUA de participação em US$ 500 bilhões em receitas potenciais.

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Esse fundo será usado para investir em projetos na Ucrânia, excluindo atividades já estabelecidas pela Naftogaz e pela Ukrnafta. Embora o texto não contenha garantias de segurança explícitas, as autoridades ucranianas afirmaram ter negociado termos mais favoráveis.

Detalhes do acordo entre Ucrânia e EUA

Olha Stefanishyna, vice-primeira-ministra e ministra da Justiça da Ucrânia, que liderou as negociações, destacou que “ouvimos várias vezes do governo dos EUA que ele faz parte de um quadro maior”.

O plano original do então presidente Donald Trump propunha que a Ucrânia contribuísse com metade das receitas até um máximo de US$ 500 bilhões, o que foi rejeitado por Volodymyr Zelensky.

Com a aprovação do novo texto pelos ministros ucranianos da Justiça, da Economia e de Relações Exteriores, o acordo avança, mas ainda precisa da ratificação pelo Parlamento ucraniano.

Próximos passos

Karoline Leavitt, secretária de Imprensa da Casa Branca, reforçou a importância estratégica desse acordo para ambos os países, embora não tenha fornecido detalhes adicionais sobre o andamento das negociações.

Zelensky deve ir a Washington nas próximas semanas, onde poderá participar de uma cerimônia oficial de assinatura na Casa Branca, simbolizando um marco nas relações entre os dois países.

Depois de três anos em que os EUA foram o principal doador de ajuda militar à Ucrânia, Trump mudou a política de Washington ao abrir negociações bilaterais com a Rússia.

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