publicidade
Mundo

UE aprova fundo para financiar aborto em países com restrições no bloco

A aprovação veio do Parlamento Europeu; a Comissão Europeia vai decidir em março se, de fato, vai adotar a proposta

Embora não tenha força de lei, recomendação que ampliava aborto poderia ser acatada pelo governo federal | Foto: Divulgação/Agência Brasil
O plano prevê o custeio de aborto em outros locais da UE para moradoras de países do bloco onde o procedimento é proibido | Foto: Divulgação/Agência Brasil

O Parlamento da União Europeia (UE) aprovou, nesta quarta-feira, 17, a proposta de criar um fundo europeu que financie o acesso ao aborto para mulheres de países onde o procedimento é restrito. O plano My Voice, My Choice — “Minha Voz, Minha Escolha”, em português — prevê que moradoras de Estados como Malta e Polônia, onde o assassinato intrauterino é quase totalmente proibido, possam realizar o procedimento em outro país do bloco, custeado por dinheiro dos contribuintes.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

A sugestão inclui também cidadãs de locais onde o aborto é dificultado, como Itália e Croácia. “Hoje mostramos ao mundo, mas acima de tudo aos nossos cidadãos, que a UE está ao lado das mulheres”, afirmou a eurodeputada Abir Sahlani, do grupo Renew Europe, segundo a agência Reuters. “A UE defende a igualdade de gênero, e a UE não tem medo de cumprir todos os direitos humanos, inclusive os direitos humanos das mulheres.”

Plenária do Parlamento Europeu, órgão legislativo da União Europeia
Plenária do Parlamento Europeu, órgão legislativo da União Europeia | Foto: Reprodução

O continente europeu ampliou o acesso ao aborto nos últimos anos, com medidas como a descriminalização no Reino Unido e a inclusão desse “direito” na Constituição da França. Entretanto, tem crescido o apoio popular a partidos de direita, muitos dos quais defendem a vida desde a concepção.

Na votação desta quarta-feira, a oposição à iniciativa também partiu principalmente de representantes da direita. Eles alegaram interferência em legislações nacionais e nos valores cristãos tradicionais.

União Europeia ainda vai decidir sobre facilitação do aborto

O resultado da votação foi de 358 parlamentares favoráveis e 202 contrários. Agora, cabe à Comissão Europeia decidir, em março, se a proposta será implementada. Experiências anteriores mostram que outras iniciativas semelhantes não avançaram completamente.

+ Leia também: “Não existe direito adquirido ao aborto ‘legal’“, artigo de Ives Gandra Martins

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade