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UE propõe criação de preço de referência para o gás natural

Intenção é reduzir os gastos dos países membros com o produto e conter a crise energética

gás natural
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia | Foto: Reprodução/Twitter

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em entrevista coletiva nesta terça-feira, 18, anunciou novas medidas para reduzir os preços do gás natural e os custos gerais de energia na União Europeia (UE). Entre as medidas estão o “desenvolvimento de um novo benchmark“,  um preço de referência para o gás natural liquefeito (GNL) e um mecanismo para limitar os “preços excessivos” da commodity, enquanto o preço de referência não é lançado.

De acordo com comunicado da Comissão, a precificação atual do gás é feita por Mecanismo de Transferência de Títulos (TTF, na sigla em inglês), que já não é um “reflexo adequado das realidades do mercado, uma vez que é indevidamente influenciado pelos estrangulamentos da infraestrutura de gasodutos no noroeste da Europa e, portanto, pela manipulação russa do fornecimento de gás natural à UE”.

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A Agência Europeia para Cooperação de Reguladores de Energia (Acer, na sigla em inglês) deve criar o novo mecanismo de preços em até duas semanas, depois da promulgação das novas regras, e um novo preço de referência para importações de gás da UE até 31 de março, segundo o comunicado.

Para lidar com “preços excessivos” do gás natural, a Comissão Europeia pretende criar um mandato para que o Conselho Europeu crie um “mecanismo de correção” que opere sob certas circunstâncias. A ferramenta limitaria a volatilidade dos contratos de TTF a um nível máximo, diz a Comissão.

A Comissão Europeia propôs, ainda, a criação de um mecanismo de compras conjuntas de gás para melhorar o acesso e reduzir o preço do produto.

Em uma postagem no Twitter, Ursula comentou sobre a compra conjunta e mencionou “regras padrão de solidariedade entre países da UE”. “Eles serão aplicados em caso de interrupção quando não houver acordo bilateral em vigor”, afirmou, referindo-se a uma das medidas anunciadas nesta terça-feira.

Segundo comunicado da Comissão, a proposta será “particularmente relevante” para apoiar o reabastecimento dos estoques de gás dos países europeus, em face da menor oferta da Rússia. Desde a invasão da Ucrânia e das sanções ocidentais, o governo de Vladmir Putin reduziu a oferta do produto. Em setembro, cortou o fornecimento por tempo indeterminado.

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2 comentários
  1. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Os europeus estão aprendendo com as ditaduras sulamericanas a socializar a miséria. O povos dos paises mais pobres vão pagar a conta.

  2. Jota Dabliu
    Jota Dabliu

    Querem comprar barato, usando pressão de consumidor. Será que conseguirão?

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