O novo roteiro de defesa da União Europeia (UE) prevê a criação de quatro sistemas integrados de drones, vigilância no flanco leste, escudo aéreo e escudo espacial, para reforçar a capacidade militar do bloco até 2030.
A Comissão Europeia (órgão executivo da UE) e o Alto Representante para Assuntos Externos apresentaram o plano neste mês de outubro, como parte do esforço para ampliar a cooperação militar e acelerar a produção de equipamentos.
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A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen destacou que a iniciativa foi impulsionada em função do atual cenário geopolítico mundial.
“As recentes ameaças mostraram que a Europa está em risco”, declarou a dirigente. “Precisamos proteger cada cidadão e cada centímetro quadrado do nosso território. A Europa deve responder com unidade, solidariedade e determinação. O roteiro de defesa de hoje apresenta um plano claro, com metas comuns e prazos definidos até 2030.”
Segundo ela, o momento agora não é de se apegar apenas à retórica, mas também a ações que protejam os países da UE.
“Porque apenas o que é medido é realizado”, declarou Ursula. “Ao passar dos planos para a ação, o roteiro propõe quatro projetos: a Iniciativa Europeia de Defesa contra Drones, o monitoramento da Frente Oriental, o Escudo Aéreo Europeu e o Escudo Espacial Europeu. Isso fortalecerá as indústrias de defesa, acelerará a produção e manterá nosso apoio à Ucrânia.”
O texto prevê uma área de mobilidade militar até 2027, para deslocamento rápido de tropas e equipamentos, em cooperação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Trabalho dos países da União Europeia
Os países europeus vão trabalhar juntos em nove áreas: defesa antimísseis, mobilidade, artilharia, guerra eletrônica, cibersegurança, mísseis, drones, combate terrestre e operações navais.
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A Comissão quer ampliar a produção militar na Europa e reduzir a dependência de insumos externos. O acompanhamento inicial abrangerá defesa aérea, drones e sistemas espaciais.
Este plano, denominado ReArm Europe/Readiness 2030, segundo Ursula, fornecerá os recursos financeiros e mecanismos necessários para que os países da UE aumentem estes investimentos em defesa, comprem equipamentos e fortaleçam a produção militar.






































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