União Europeia fecha acordo para reduzir consumo de gás em 15%

Dependentes do gás russo, países europeus temem o desabastecimento generalizado quando o consumo aumentar no inverno
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Apenas um dos países teria se manifestado contrariamente à redução do consumo
Apenas um dos países teria se manifestado contrariamente à redução do consumo | Foto: Canva

A União Europeia (UE) chegou a um acordo político, nesta terça-feira, 26, e estabeleceu como meta não obrigatória, por ora, reduzir o consumo de gás em 15% até o início do inverno. Não houve votação formal na reunião extraordinária do Conselho, em Bruxelas: trata-se de um compromisso político, um esforço conjunto em prol do bem comum e que incluirá exceções para abranger a “situação geográfica ou física” dos países. De acordo com as agências internacionais, apenas um dos 27 Estados membros — a Hungria — teria se manifestado contra a proposta de redução do consumo.

A Europa teme um possível desabastecimento e uma crise generalizada. Na segunda-feira 25, a estatal russa de gás Gazprom informou que cortaria os fluxos através do gasoduto Nord Stream 1 para a Alemanha para 20% da capacidade.

O acordo político foi anunciado no Twitter da UE:

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Em comunicado, o Conselho da UE declarou que se trata de um “esforço para aumentar a segurança do abastecimento de energia” e que o acordo se refere a uma “redução voluntária da demanda de gás natural em 15% neste inverno”. O objetivo é economizar agora, a fim de se preparar para possíveis interrupções no fornecimento de gás pela Rússia mais à frente, durante a estação mais fria, já que o país tem usado continuamente o fornecimento de gás como instrumento de chantagem.

“A decisão de hoje mostrou claramente que os Estados membros se manterão firmes contra qualquer tentativa russa de dividir a UE usando o fornecimento de energia como arma”, disse Jozef Síkela, ministro tcheco da Indústria e Comércio.

Sobre as exceções que consideram as peculiaridades de cada país, a nota informa que “o Conselho especificou algumas isenções e possibilidades de solicitar uma derrogação da meta de redução obrigatória” e que Estados que não estejam interligados às redes de gás estão isentos de reduções obrigatórias, “pois não seriam capazes de liberar volumes significativos de gás de gasoduto em benefício de outros Estados membros”.

Também serão isentos os membros cujas redes elétricas não estejam sincronizadas com o sistema elétrico europeu e dependem fortemente do gás para a produção de eletricidade, “a fim de evitar o risco de uma crise de abastecimento de eletricidade”.

O comunicado explica que se trata de uma medida excepcional e extraordinária, prevista por tempo limitado — um ano — e que haverá revisão do regulamento no decorrer do tempo.

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4 comentários Ver comentários

  1. Como sugeriu em desepero o presidente do partido verde em Baden-Württemberg “dois minutos de banho já é o suficiente”.

    Reação do ex-presidente russo Dmitri Medwedew à crise europeia:

    „Toda a atual política europeia em relação à Rússia é um coquetel repugnante de grosseria arrogante, infantilismo adolescente e estupidez primitiva.
    Primeiro, eles anunciaram sua intenção de punir severamente a Rússia por querer proteger as pessoas que sofrem e garantir seus interesses de longo prazo. Eles decidiram, como de costume, destruir a economia russa, privar a Rússia do dinheiro das exportações de energia e impor duras sanções a tudo o que queima. Aqui vamos nós!
    Eles não se importam que a Europa tenha uma grande indústria e uma agricultura desenvolvida e que os cidadãos da UE queiram viver em casas quentes com água. O principal é que os russos estão sofrendo.
    Então eles se assustaram… Eles se lembraram que o inverno não foi abolido e que os fornecimentos alternativos de gás, petróleo e carvão são caros ou simplesmente irrealistas. Você notou como é difícil sentar em três cadeiras. De acordo com o lema, ajudamos a Ucrânia e prejudicamos a Rússia, mas nossa própria economia e população também não nos são estranhas.
    No geral não correu bem. A histeria amarelo-azulada desencadeou uma grave diarreia de medo de que eles congelem até a morte em seus apartamentos frios e olhem pelas janelas congeladas para a indústria afundando. No entanto, os sábios europeus estão propondo um antídoto testado e comprovado para a diarréia: mais suprimentos de armas para o regime de Kiev e uma guerra até o amargo fim. Tudo bem. O frio está chegando…“

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