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Venezuela: 40% dos navios que chegam ao país são irregulares

Entidade revela ainda que apenas um terço dos petroleiros observados apresenta manifestos de destino

Navios Venezuela
Dos que chegaram em novembro, 64 são internacionais, 17 são da PDVSA e 17 não tinham rastreamento | Foto: Reprodução/YouTube

Cerca de 40% dos petroleiros que chegam à Venezuela operam de forma irregular, segundo levantamento da ONG Transparencia Venezuela. Entre os 98 navios monitorados em novembro de 2025, “64 são internacionais, 17 são da PDVSA [petrolífera venezuelana] e 17 chegaram com seus sinais AIS [rastreamento] desligados”, revela o relatório.

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A entidade ressalta que “a proporção de embarcações sancionadas [14], furtivas [nove] e de frotas obscuras [17] se mantém: 40 no total, o que representa 41% do tráfego observado perto dos portos de hidrocarbonetos do país”.

A ONG sugere que tais operações clandestinas coincidem com “o operativo militar e as tensões entre os Estados Unidos (EUA) e o governo de Nicolás Maduro poderiam ter incidido na diminuição da presença de petroleiros nas costas venezuelanas nas últimas semanas”, indicando que grande parte desses navios adota estratégias para burlar sanções e controles.

O relatório também observa que, apesar da redução geral no número de embarcações, “a chegada de petroleiros à Venezuela diminuiu em novembro, mas os da Chevron aumentaram apesar do operativo militar no Caribe”.

Em novembro, “o número de navios petroleiros que chegaram desse país comissionados pela Chevron aumentou em relação ao mês anterior, com oito petroleiros contra os três identificados em outubro”.

Todos partiram para portos nos EUA, como Corpus Christi e Beaumont (Texas) e Good Hope (Louisiana), com os porões cheios de petróleo venezuelano, segundo dados de rastreamento marítimo.

‘Navios fantasmas’ na Venezuela

Além disso, o relatório relata o caso de um navio sancionado específico: o petroleiro SEAHORSE, sancionado pela União Europeia e pelo Reino Unido, por sua participação no transporte de petróleo russo no contexto da guerra na Ucrânia.

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A entidade acrescenta que a embarcação tentou chegar desde o porto cubano de Matanzas em 13 de novembro. No entanto, a Transparencia Venezuela garante que “o SEAHORSE nunca atracou no terminal José nem em qualquer outro porto oriental…”. Esse exemplo levanta a possibilidade de muitas operações serem irregulares e a dificuldade de rastrear o destino final do petróleo.

Outro ponto relevante do relatório é que apenas um terço dos petroleiros observados apresenta manifestos de destino. Isso levanta questões sobre para onde vai a maior parte do petróleo venezuelano transportado por essas embarcações.

Como resume a ONG: “no total, 98 navios que transportam petróleo foram detectados pela Transparencia Venezuela neste mês, 14 a menos que os observados em outubro”, demonstrando a diminuição no número de navios em novembro, mas reforçando a suspeita cada vez mais comprovada da “frota fantasma” no país.

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