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Venezuela ativa plano militar em resposta a operações dos EUA

O país 'está se mobilizando, de forma organizada', disse o ministro Diosdado Cabello; ele classifica a ação como resistência contra o que chama de 'cerco imperialista'

Milícia Bolivariana
Milicia Nacional Bolivariana da Venezuela, em Caracas, Venezuela, em 5 de Março de 2014, durante aniversário da morte de Hugo Chávez | Foto: Reprodução/ Wikipédia

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, determinou nesta quarta-feira, 8, a ativação do Plano Independência 200. A estratégia militar foi anunciada um mês atrás, como resposta direta às operações dos Estados Unidos no Mar do Caribe, próximas à costa venezuelana.

Segundo Maduro, desde a meia-noite, no horário local, todos os dispositivos de defesa, resistência e ofensiva permanente foram acionados simultaneamente em duas áreas. “Há 27 tarefas a serem cumpridas para garantir e proteger integralmente as Zonas de Defesa Integral de La Guaira e Carabobo”, afirmou o ditador em vídeo divulgado no Telegram.

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Maduro classificou a iniciativa como um esforço conjunto entre as Forças Armadas e a população. Ele descreveu o plano como “uma mobilização da máquina militar e popular” e “um poderoso movimento nacional pela defesa” da Venezuela. Em setembro, o ditador já havia declarado “estado de comoção exterior” no país.

No evento de lançamento da operação em La Guaira, o ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, acompanhado do governador José Alejandro Terán, destacou a mobilização organizada diante das pressões externas. Cabello explicou que o plano prevê a realização de “verificações” e “atividades” para garantir “objetivos muito claros” em setores-chave, como aeroportos e portos.

“Agora, com o cerco que o imperialismo norte-americano tentou contra o nosso país, toda a Venezuela está se mobilizando, de forma organizada”, disse o ministro. Ele também destacou a necessidade de atuar “em todas as frentes para resistir, pelo tempo que for necessário, aos ataques que querem fazer contra o país”.

USS Fort Lauderdale navio EUA Venezuela
USS Fort Lauderdale é um dos navios dos EUA enviados à Venezuela | Foto: Reprodução/City of Fort Lauderdale

EUA bombardearam 5 barcos com drogas na costa da Venezuela

Durante o anúncio inicial, em setembro, Maduro já havia detalhado que o Independência 200 envolveria a Força Armada Nacional Bolivariana e os Corpos Combatentes da Milícia Nacional Bolivariana, distribuídos em 284 frentes de batalha, com o objetivo de manter “a independência e a paz” do território venezuelano.

Os Estados Unidos, desde o fim de agosto, conduzem operações no Caribe com foco no combate ao narcotráfico, o que já resultou no bombardeio de cinco embarcações com drogas próximo ao litoral da Venezuela. O regime venezuelano considera essas ações um pretexto para justificar uma possível intervenção militar no país e, como resposta, intensifica a mobilização de suas forças e o discurso de resistência.

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