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Venezuela manda prender envolvidos na captura de Maduro

Decreto publicado pelo regime chavista também acusa opositores de colaborar com operação dos EUA

bandeira da venezuela - venezuelização do brasil - artigo de adalberto piotto
A ação dos Estados Unidos ocorreu em Caracas, capital venezuelana, com participação de menos de 200 militares | Foto: Reprodução/Freepik

A ditadura venezuelana ordenou a prisão de todos os envolvidos na operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, no último sábado, 3. Embora já estivesse em vigor desde o fim de semana, a medida veio a público somente nesta segunda-feira, 5.

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Segundo o texto, as forças de segurança da Venezuela devem “iniciar imediatamente a busca e captura em âmbito nacional” de cidadãos que tenham promovido ou apoiado a ofensiva norte-americana.

Sob condição de anonimato, um funcionário de alta hierarquia dentro do chavismo afirmou ao jornal The New York Times que pelo menos 40 pessoas teriam morrido durante a operação liderada por Donald Trump.

A ação dos Estados Unidos ocorreu em Caracas, capital venezuelana, com participação de menos de 200 militares, conforme afirmou o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth. Ele classificou a incursão como uma operação de apoio à aplicação da lei.

“Quase 200 dos nossos melhores americanos foram ao centro de Caracas e capturaram um indivíduo indiciado e procurado pela Justiça americana”, disse Hegseth, sem registrar mortos entre os militares norte-americanos.

O secretário não detalhou se o número mencionado incluía apenas as tropas em solo ou também os envolvidos na logística aérea da missão, que mobilizou mais de 150 aeronaves.

Maduro se declara inocente em Nova York

O governo norte-americano acusa Maduro de conspiração para narcoterrorismo, tráfico de cocaína e posse de metralhadoras e objetos explosivos contra os EUA. Maduro e Flores se declararam inocentes durante audiência de custódia no Tribunal de Nova York, neste segunda-feira, em Lower Manhattan.

Diante do juiz Alvin K. Hellerstein, Maduro se apresentou como presidente legítimo da Venezuela e afirmou que havia sido “sequestrado”. “Sou inocente”, disse. “Não sou culpado. Sou um homem decente.”

+ Leia também: “Trump nega guerra contra Venezuela e descarta eleições nos próximos 30 dias”

O tribunal marcou uma nova audiência para o dia 17 de março. Ao deixar a sessão, Maduro afirmou em espanhol: “Sou um prisioneiro de guerra”.

3 comentários
  1. Carlos Soares
    Carlos Soares

    Estão preparando o terreno para outras providências contra a ditadura e, então, começarem a se vitimizar e culpar o “imperialismo estadunidense” pela situação do país.
    Logo virão eleições honestas e limpas e será demonstrada a verdadeira vontade do povo venezuelano. Mas a esquerdalha vai agir contra; esperemos que arquem com as consequências.
    🤞🤞🤞

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Os EUA precisam terminar o serviço ….

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