A oposição da Venezuela apresentou neste domingo, 12, um plano para retomar a democracia e exigiu a troca total dos membros do órgão eleitoral. A Plataforma de Unidade Democrática, que reúne oito legendas, cobra garantias reais para o voto assim que o país completou o prazo constitucional de 90 dias sem titular na presidência. Cerca de 40 mil pessoas participaram do ato de forma presencial e virtual.
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O movimento ocorre com Nicolás Maduro detido nos Estados Unidos. Ele foi preso por militares norte-americanos em janeiro e aguarda julgamento por tráfico de drogas. Os líderes opositores afirmam que existe uma “ausência absoluta” no comando do país e pressionam a presidente interina, Delcy Rodríguez, a convocar o pleito imediatamente e restabelecer os direitos constitucionais.
Roteiro para a transição
O porta-voz da coalizão, Roberto Enríquez, afirmou que o plano reflete o desejo da população por estabilização. Ele rebateu o governo interino ao declarar que a recuperação da economia só virá depois de eleições limpas. A aliança exige o fim das perseguições, a libertação de presos políticos e o desmantelamento dos grupos de repressão para permitir o retorno de exilados.
A líder opositora e Nobel da Paz, María Corina Machado, enviou mensagem de apoio e garantiu que voltará à Venezuela em breve para percorrer o país. Ela sustenta que existe consenso nacional pela liberdade. Segundo Machado, 90% dos venezuelanos desejam a mesma mudança, e a sociedade está organizada para realizar a transição.
Prisões e repressão
Apesar da pressão internacional, a repressão continua no interior venezuelano. O advogado trabalhista Edwin Sambrano foi preso neste domingo no Estado de Táchira. Autoridades policiais detiveram o profissional sob acusações políticas, segundo denúncia de organizações de direitos humanos. O episódio reforça o temor da oposição sobre a segurança de ativistas.
Este foi o primeiro grande ato organizado pela aliança desde 2014, quando a violência do governo Maduro forçou lideranças para a clandestinidade. Os partidos exigem agora a devolução de seus símbolos e títulos eleitorais para que possam disputar o comando da nação de forma legítima.
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