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Venezuela: partido denuncia tortura do regime a opositor sequestrado

Segundo o Voluntad Popular, ato violento contra o coordenador Freddy Superlano tem objetivo de fazê-lo confessar um 'plano falso'

Freddy Superlano e Edmundo González
À esquerda, o sequestrado Freddy Superlano, ao lado de Edmundo González, adversário de Maduro nas eleições | Foto: Reprodução/Twitter/X

Na noite desta terça-feira, 30, o partido de oposição na Venezuela Voluntad Popular denunciou que o governo do ditador Nicolás Maduro torturou Freddy Superlano. Horas antes, agentes do regime sequestraram e prenderam o coordenador político da legenda.

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Em comunicado, o partido afirmou ter recebido informações de fontes chavistas sobre a tortura. O objetivo do governo seria fazê-lo “confessar um plano falso. Tal criado por porta-vozes do regime, incluindo o procurador-geral Tarek William Saab”.

“Estamos muito preocupados com a repetição de práticas classificadas como crimes contra a humanidade, que estão atualmente sendo investigadas pelo Tribunal Penal Internacional”, escreveu o partido, no Twitter/X. “Dois lembretes: fazer política não é crime. Crimes contra a humanidade não prescrevem.”

Oposição pede intervenção da ONU na Venezuela

Bandeira da ONU | Foto: Shutterstock

O partido solicitou ao escritório de direitos humanos da ONU que confirme o estado de saúde de Superlano e permita que sua família e advogados o vejam, para verificar sua integridade física.

Leia também: UE não vai reconhecer eleição na Venezuela enquanto CNE não divulgar todas as atas

“Estamos muito preocupados com a repetição de práticas classificadas como crimes contra a humanidade, que estão atualmente sendo investigadas pelo Tribunal Penal Internacional”, acrescentou o comunicado, finalizando com: “Fazer política não é crime. Crimes contra a humanidade não prescrevem.”

O sequestro de Freddy Superlano

Freddy Superlano com sua mulher, Aurora, e as duas filhas | Foo: Reprodução/Instagram/@aurorasuperlano
Freddy Superlano com sua mulher, Aurora, e as duas filhas | Foto: Reprodução/Instagram/@aurorasuperlano

Na manhã desta terça-feira, 30, o regime do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, prendeu o ex-deputado Freddy Superlano, coordenador político nacional do partido Voluntad Popular. Superlano é um dos líderes da oposição, ao lado de María Corina Machado.

“Devemos denunciar responsavelmente ao país que há poucos minutos o nosso coordenador político nacional, Freddy Superlano, foi sequestrado”, afirmou o partido.

Vídeos mostraram o político sendo retirado de seu carro por indivíduos encapuzados e armados, que o jogaram para outro veículo. O sequestro ocorreu no bairro Sebucan, em Caracas.

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