Estudantes foram às ruas na Venezuela em protestos para a libertação dos presos políticos no país. Os atos ocorreram na última quinta-feira, 12, data localmente conhecida como o Dia da Juventude. Passado mais de um mês desde a captura de Nicolás Maduro, menos da metade dos prisioneiros do regime foi solta — centenas continuam atrás das grades.
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Grupos ligados a Corina Machado, liderança da oposição ao regime, agraciada com o Nobel da Paz, afirmam que os protestos ocorreram em mais de 30 cidades. Entre os atos, houve a manifestação na Universidade Central da Venezuela, na capital nacional.
Caracas, 12 de febrero 2026
— María Corina Machado (@MariaCorinaYA) February 12, 2026
Universidad Central de Venezuela.
Un país UNIDO y DECIDIDO a ser LIBRE! pic.twitter.com/A5aREs0dY9
Presos políticos na Venezuela
Maduro foi deposto por uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Desde então, ele permanece sob custódia dos norte-americanos. No mesmo dia, Delcy Rodríguez, vice do ex-ditador, tomou posse na Presidência do país. Em 8 de janeiro, houve as primeiras libertações de perseguidos pelo regime. Mas somente no fim do mês a nova governante apresentou o projeto de lei de anistia para pôr fim às arbitrariedades. O texto tramita na Assembleia Nacional, quase toda composta por antigos aliados de Maduro e sua sucessora.
Segundo a ONG Foro Penal, 644 presos políticos permanecem atrás das grades na Venezuela. Depois da chegada de Delcy ao poder, somente 441 foram libertados. Neste sábado, 14, o deputado Jorge Rodríguez, irmão da presidente, anunciou a libertação de mais de 17 presos políticos, enquanto participava dos debates sobre o projeto de lei de anistia — ele é presidente do parlamento do país.






































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