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Vitória de Péter Magyar na Hungria atrai apoio de Putin e Trump

O novo premiê declarou estar 'satisfeito' com a cooperação do presidente norte-americano

Péter Magyar primeiro-ministro Hungria
Péter Magyar era aliado de Orbán | Foto: Reprodução/Facebook

A mudança de comando na Hungria, marcada pela vitória de Péter Magyar sobre Viktor Orbán, levou Estados Unidos e Rússia a sinalizarem disposição para cooperar com o futuro premiê. Magyar superou o antigo aliado de Donald Trump e Vladimir Putin em uma eleição considerada decisiva para os rumos do país.

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Donald Trump declarou à ABC News, na quarta-feira 15, que considera Magyar “um bom homem” e prevê que fará um “bom trabalho”. Apesar de ter manifestado apoio a Orbán durante a campanha, Trump afirmou: “Ele estava bem atrás. Eu não estava tão envolvido nessa”.

Repercussão internacional e prioridades do novo governo

Péter Magyar celebrou o gesto de Trump, ao dizer estar “muito satisfeito que o presidente norte-americano tenha dito que poderemos cooperar bem e que tenha falado de mim em termos bastante amigáveis”. O Kremlin, por sua vez, elogiou a disposição de Magyar de manter canais abertos com Moscou, principalmente na área de energia, ao destacar que a proximidade geográfica favorece esse diálogo.

“Por enquanto, podemos notar com satisfação, pelo que entendemos, sua disposição de se engajar em um diálogo pragmático”, afirmou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, na terça-feira 14. “Há disposição mútua de nossa parte, e então seguiremos nos guiando pelas medidas concretas tomadas pelo novo governo húngaro.”

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O novo premiê prometeu reconfigurar a relação com a Rússia, declarando que encerrará o regime “fantoche” de Orbán, mas ressaltou que a prioridade será reaproximar Hungria da União Europeia e da Otan. Mesmo assim, Magyar revelou que manter as importações de energia russa continua sendo uma opção estratégica para o país.

Projetos estratégicos e desafios institucionais

Em relação ao projeto nuclear conduzido pela estatal russa Rosatom, Magyar sinalizou que haverá revisão, pois considera os custos altos. Alexei Likhachev, chefe da Rosatom, explicou: “Teremos que passar por um exame sobre a eficácia do projeto, a justificativa de seu preço e outros parâmetros”, disse à imprensa. “Estamos absolutamente prontos para esse exame.”

O presidente húngaro, Tamás Sulyok, recebeu Magyar na quarta-feira 15 para dar início ao processo de formação do novo governo. O futuro premiê informou que sugeriu a Sulyok, indicado por Orbán, que renuncie assim que o novo gabinete assumir. “Eu disse a ele que, se não deixar o cargo, modificaremos a Constituição”, declarou Magyar. O partido Tisza, liderado por ele, possui supermaioria no Parlamento, que se reunirá no mês seguinte.

Magyar também anunciou que, ao assumir o comando do governo, buscará acordo com a Comissão Europeia para liberar bilhões de euros em fundos retidos da União Europeia. “O prazo é apertado, bilhões de euros em fundos terão de ser garantidos antes de agosto”, destacou. “Não apenas para chegar a um acordo com eles, mas também lançar os projetos… A Hungria ficou vários anos atrás de outros Estados membros.”

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