O general Vladimir Alexeyev, um dos nomes mais influentes da inteligência militar da Rússia, sofreu múltiplos ferimentos à bala em um atentado ocorrido nesta sexta-feira, 6, em Moscou, dentro de um prédio residencial no noroeste da capital. Seu estado de saúde não foi divulgado. O autor dos disparos fugiu sem ser identificado e permanece foragido.
Vice-chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, em russo), Alexeyev ocupa posição central na hierarquia militar do Kremlin. O general atua diretamente sob o comando de Igor Kostyukov, que atualmente lidera a delegação russa nas negociações de paz com a Ucrânia, em Abu Dhabi.
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Além disso, ele era o responsável pela interlocução entre o Ministério da Defesa da Rússia e o grupo paramilitar Wagner. A milícia liderada por Yevgeny Prigozhin protagonizou algumas das batalhas mais violentas da guerra na Ucrânia, especialmente no início da ofensiva.
Durante o motim armado deflagrado por Prigozhin em junho de 2023, Alexeyev integrou a linha de frente das negociações. O general tentou conter o avanço do grupo sobre Moscou. O levante terminou sem sucesso, e Prigozhin morreu dois meses depois, em um acidente aéreo.
A trajetória de Alexeyev inclui também a condução de operações estratégicas do Kremlin na Síria. Ele esteve à frente da intervenção russa que manteve Bashar al-Assad no poder, depois da escalada do conflito civil no país árabe.
Assassinatos atingem generais e figuras-chave da Rússia
O ataque reacendeu os alertas sobre a série de assassinatos que atingem oficiais e aliados de Vladimir Putin desde o início da guerra. Desde dezembro de 2024, três outros generais morreram em atentados em Moscou ou nos arredores. Em dois casos, os autores executaram os alvos na porta de casa.
No episódio mais recente antes do ataque a Alexeyev, o general Fanil Sarvarov — chefe da diretoria de treinamento do Estado-Maior — morreu em 22 de dezembro. Uma bomba instalada sob o carro do militar explodiu na Região Metropolitana da capital.
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Logo no primeiro ano da guerra no Leste Europeu, uma explosão matou a jornalista Darya Dugina. Ela era filha de Alexandr Dugin, cientista político e um dos principais ideólogos de Putin.
O atentado aconteceu por volta das 21h45, no distrito de Odintsovo, uma área nobre do oblast de Moscou, enquanto ela dirigia um Toyota Land Cruiser. Pai e filha haviam participado de um festival nos arredores da capital, e, segundo o jornal estatal Rossiyskaya Gazeta, Dugin decidiu trocar de carro no último minuto.

Andrei Krasnov, amigo da jornalista, afirmou à agência Tass que o carro era do pai e que ele provavelmente seria o alvo do ataque.
Desde os primeiros atentados, as autoridades de Moscou sugerem que os ataques têm ligação com a inteligência ucraniana. Em alguns casos, Kiev chegou a assumir publicamente a autoria. Ainda não houve reivindicação dos disparos contra Alexeyev.
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