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Encontro de ditadores: Xi Jinping sela aliança militar com Kim Jong-un

O chinês desembarcou na Coreia do Norte e garantiu a blindagem do regime comunista contra a pressão dos EUA

Os dois países mantêm uma parceria histórica e uma estreita cooperação na Ásia | Foto: Xinhua
Os dois países mantêm uma parceria histórica e uma estreita cooperação na Ásia | Foto: Xinhua

O ditador da China, Xi Jinping, selou a aliança militar com o ditador Kim Jong-un nesta segunda-feira, 8, durante o primeiro dia de sua visita oficial a Pyongyang. Xi propôs elevar os laços bilaterais para um novo patamar, com foco no intercâmbio de forças de segurança, em diplomacia e inteligência das Forças Armadas. O ditador chinês declarou que os laços tradicionais entre as duas nações vizinhas seguem inabaláveis, independentemente das mudanças na política internacional.

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Pequim utiliza a parceria com a Coreia do Norte como um escudo de proteção na região. Analistas revelam que a ditadura de Kim Jong-un funciona como um contrapeso para travar a influência dos Estados Unidos e de aliados como a Coreia do Sul e o Japão. O governo chinês optou por priorizar a sobrevivência do regime norte-coreano em vez de exigir o desarmamento atômico, de olho no desgaste das tropas norte-americanas na Ásia.

Coreia do Norte define bomba atômica como ponto definitivo

A viagem ocorre no momento em que a irmã do ditador, Kim Yo-jong, declarou que o programa de ogivas nucleares do país representa uma decisão sem volta. A afirmação desafia a Casa Branca, já que Donald Trump e Xi Jinping haviam reafirmado o plano comum de desnuclearizar a península coreana semanas atrás. Analistas da Universidade Harvard revelam que os chineses aceitaram a realidade do poder atômico norte-coreano e agora focam a manutenção da estabilidade local.

Kim Jong-un e a sua esposa receberam a comitiva chinesa com um desfile militar e tapete vermelho no Aeroporto de Pyongyang. A Coreia do Norte depende do apoio econômico e diplomático de Pequim para furar os bloqueios e as punições financeiras internacionais. O comércio entre os dois países tenta se recuperar do tombo sofrido com o fechamento completo das fronteiras ao longo da pandemia de covid-19.

China monitora avanço da Rússia no território vizinho

A diplomacia chinesa corre para atrair a Coreia do Norte para o seu raio de ação uma vez que Kim Jong-un estreitou os laços políticos com Vladimir Putin. O governo norte-coreano enviou tropas de infantaria e armas para reforçar a invasão russa da Ucrânia em troca de mantimentos e tecnologia militar de Moscou. Especialistas em geopolítica afirmam que a China possui mais força econômica para bancar o país asiático do que o governo russo.

A cooperação se apoia no único acordo de socorro militar mútuo e obrigatório que a China mantém assinado com outra nação. O atrito de Pequim com o Japão também acelerou a união com Pyongyang. As relações com os japoneses azedaram com a posse da primeira-ministra Sanae Takaichi, que prometeu usar o Exército do Japão para defender a ilha de Taiwan caso os chineses tentem invadir o território autônomo.

Leia também: “Coreia do Norte realiza testes com mísseis balísticos”

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