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Zelensky detalha plano de paz proposto por Ucrânia e EUA

Acordo foi enviado à Rússia, que ainda não respondeu se aceita ou não as condições para o cessar-fogo

Na Rússia, redes sociais controladas pelo regime se tornam armas de propaganda — com elogios, mentiras e ataques a Zelensky | Foto: Reprodução
Na Rússia, redes sociais controladas pelo regime se tornam armas de propaganda — com elogios, mentiras e ataques a Zelensky | Foto: Reprodução

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apresentou nesta quarta-feira, 24, os detalhes do novo acordo para encerrar a guerra com a Rússia. Fruto de uma negociação com os Estados Unidos e seu presidente, Donald Trump, o documento foi enviado a Moscou, que ainda não respondeu.

A proposta apresentada por Zelensky para o cessar-fogo trata de garantias militares, arranjos territoriais e um amplo programa de reconstrução da Ucrânia.

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Segundo Zelensky, o acordo reafirma a soberania ucraniana e estabelece um pacto “pleno e incondicional” de não agressão. O texto prevê um mecanismo internacional de monitoramento da fronteira entre os países, com uso de vigilância por satélites e forças internacionais para fiscalizar eventuais violações.

Ucrânia pede garantias econômicas e de segurança

De acordo com a proposta, a Ucrânia manteria um efetivo de 800 mil militares em tempo de paz. O país receberia garantias de proteção EUA, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e de demais países europeus.

Caso a Rússia volte a atacar a Ucrânia no futuro, sanções globais seriam restabelecidas automaticamente, além de uma resposta militar coordenada. Em contrapartida, as garantias ucranianas perderiam validade em caso de ataque não provocado por parte de Kiev. Zelensky destacou ainda o compromisso com as Convenções de Genebra e a criação de um comitê humanitário para troca de prisioneiros e devolução de civis, incluindo crianças.

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No eixo econômico, o plano cria um Fundo de Desenvolvimento da Ucrânia e outros instrumentos para reconstrução, com meta inicial de US$ 200 bilhões. Empresas norte-americanas participariam da modernização da infraestrutura energética, inclusive gás, enquanto o Banco Mundial facilitaria o financiamento de obras no país.

O acordo ainda prevê que a usina nuclear de Zaporizhzhia tenha gestão conjunta entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos.

Leia também: “Pax Trumpiana”, reportagem publicada na Edição 292 da Revista Oeste

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