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No Ponto

Advogados chamam parecer da PGR contra Tagliaferro de 'obra de ficção científica'

Paulo Faria e Filipe de Oliveira afirmaram ainda que a Procuradoria ignorou denúncias apresentadas contra o ministro Alexandre

eduardo tagliaferro
Eduardo Tagliaferro, então chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, e o ministro Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Redes sociais

Nesta terça-feira, 26, os advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira, destituídos do caso Tagliaferro pelo ministro Alexandre de Moraes (entenda aqui), criticaram as alegações finais da Procuradoria-Geral da República (PGR) no processo.

“A narrativa construída pelo PGR ignora deliberadamente os fatos centrais revelados pelas mensagens, documentos e circunstâncias que expuseram possíveis ilegalidades gravíssimas praticadas no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, disseram Faria e Oliveira, em nota obtida em primeira mão pela coluna. “Em vez de investigar os fatos revelados, optou-se por perseguir aquele que denunciou o funcionamento interno de estruturas potencialmente incompatíveis com o Estado de Direito.” Para ambos, o parecer é uma “denunciação caluniosa”.

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Tagliaferro se tornou réu na 1ª Turma do STF em virtude da Vaza Toga, escândalo que revelou a existência de um gabinete paralelo no TSE para favorecer Lula na disputa contra o então presidente Jair Bolsonaro.

Braço direito de Moraes no TSE, Tagliaferro responde hoje por suposta violação do sigilo funcional e coação no curso do processo por divulgar mensagens.

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Alegações finais da PGR no caso Tagliaferro

alexandre de moraes
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante sessão plenária no STF | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Ontem, a PGR pediu a condenação do ex-assessor do TSE.

Conforme a PGR, Tagliaferro tentou obstruir investigações relacionadas a supostos atos antidemocráticos e ao núcleo investigado no Inquérito das Fake News e na da “tentativa de golpe”.

De acordo com a Procuradoria, o ex-assessor aderiu às narrativas do jornalista Allan dos Santos, ameaçou divulgar novos materiais sigilosos e promoveu uma campanha de arrecadação para viajar aos Estados Unidos e “expor provas do TSE”.

“O dolo do agente transcendeu o mero vazamento de informações”, argumentou a PGR.

Leia também: “Uma CPI essencial”, reportagem publicada na Edição 323 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Assef Buainain Neto
    Assef Buainain Neto

    Positivo a posição dos advogados mas uma tristeza a da PGR

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