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No Ponto

Mendonça vota para impedir Moraes de conduzir a investigação que apura 'golpe'

STF já formou maioria para rejeitar uma ação apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e, dessa forma, manter a relatoria como está

Ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e André Mendonça, durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal — Brasília, 6/4/2022 | Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e André Mendonça, durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal — Brasília, 6/4/2022 | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, nesta sexta-feira, 13, em favor do impedimento de Alexandre de Moraes na condução do inquérito que apura suposta tentativa de golpe.

Mendonça deu provimento a uma ação movida por Jair Bolsonaro que foi negada pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, em decisão monocrática. O STF já formou maioria para manter Moraes à frente da investigação. Apenas Mendonça divergiu da maioria dos seus colegas.

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Ao citar trechos do relatório da Polícia Federal (PF) sobre a suposta ruptura institucional, Mendonça observou: “Ao constatar que o eminente ministro arguido sofreria, direta e imediatamente, consequências graves e tangíveis, como prisão — ou até mesmo morte —, se os relatados intentos dos investigados fossem levados a cabo, parece-me presente a condição de ‘diretamente interessado’, tal como exigido pelo art. 252, IV, do CPP”.

Adiante, Mendonça constatou que, “sob o ponto de vista formal, o sujeito passivo do crime de organização criminosa é a ‘sociedade’, assim como, quanto aos crimes contra o Estado Democrático de Direito, o sujeito passivo é a ‘democracia'”. “Entretanto, isso não altera o fato de que, de acordo com o iter cogitado, os atos executórios atingiriam diretamente o excelentíssimo ministro relator”, escreveu Mendonça. “Atos esses que, em tese, configurariam ilícitos penais autônomos acaso não verificada a consunção pelos delitos suso mencionados — em relação aos quais, inclusive do ponto de vista dogmático, ele seria a vítima.”

andré mendonça
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a posse de Cristiano Zanin como juiz da Corte – 03/08/2023 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Leia também: “O populismo autoritário de Barroso”, artigo publicado na Edição 247 da Revista Oeste


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11 comentários
  1. Flavio Rodrigues Motta
    Flavio Rodrigues Motta

    Alguém se posiciona contra o Estado de Barbárie!

  2. Jocelio de Abreu e Silva
    Jocelio de Abreu e Silva

    E o notório saber jurídico desse povo está por onde? Exceto Gilmar, esse não temos dúvida,pois nunca o teve.

  3. Daniel BG
    Daniel BG

    Por mais perfeita a colocação “se os relatados intentos dos investigados fossem levvados a cabo” do discurso do ministro Mendonça, o grupo formado por 9 quer mais, mais… MAIS! Não é suficiente. É irrelevante. Toffoli, o que você diz? Diz Barroso, Fachin (é, ele ainda está no STF), Dino, Zanin, Fux, Carmen Lucia, Mendes. Até LEWANDOWSKI que já não é ministro do STF também diz. Melhor, que diga a “vítima”. Diz MORAES!

    Prisão para os 9 e liberdade para a constituição. Liberdade para a democracia. Liberdade para o povo!

  4. David S
    David S

    Esperamos que o ministro André Mendonça, tenha votado com convicção.
    Sem aquele lance, de que já tá decidido mesmo…..

  5. Leo Saraiva
    Leo Saraiva

    Decisão jurídica manifestadamente ilegal é passível de anulação, indiquem os artigos para que se possa fazer uma ação anulando o julgamento

  6. José Rubens Medeiros
    José Rubens Medeiros

    Nenhum (NENHUM) desses funcionários de toga do tal STF pode ser levado a sério, por motivos inumeravelmente recorrentes e retumbantemente óbvios.

  7. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    O teatro se perpetua! O senado é responsável pela desorganização do direito no Brasil! O STF sempre forma maioria para a insegurança jurídica!

    1. Marcos Antônio de Carvalho
      Marcos Antônio de Carvalho

      Está criado no Brasil, o Conselho Supremo Ditatorial, cujo mentor intelectual é o Sr. Gilmar mende$, e dirigido por Alex Moraes, Dias toffee e presidido pelo Sr. Boca mole. Os outros componentes do Conselho têm apenas a função de aplaudir a Mesa Diretora.

  8. José Eduardo Ferreira Prado de Carvalho
    José Eduardo Ferreira Prado de Carvalho

    Já não se tem mais como comentar sobre esses caras do STF, os adjetivos qualificativos, já esgotaram e nada mudou. Infelizmente.

  9. Marcos Antônio Braz lucas
    Marcos Antônio Braz lucas

    Votou contra a condenado de Roberto Jeferson.

  10. Paulo Roberto Zanetti
    Paulo Roberto Zanetti

    Para mim, que não sou advogado,mas que acompanho tudo faz tempo, a grande maioria dos ministros, pelo simples fato de passarem por cima da constituição, e dos procedimentos elementares do direito, não possuem o essencial para ser ministro do supremo : possuir notável saber jurídico. Se possuem, fica pior ainda. Não poderiam ser ministros, e deveriam simplesmente ser destituídos.

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