O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que Jair Bolsonaro prestou esclarecimentos sobre o episódio que envolveu uma arma de fogo registrada em seu nome e encontrada com um de seus seguranças durante uma abordagem policial.
Bueno, que acompanhou hoje o depoimento de Bolsonaro, relatou que o ex-presidente respondeu às interpelações encaminhadas por escrito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Conforme Bueno, a arma pertencia a Bolsonaro e estava regularmente registrada. O advogado sustentou que, como não houve determinação para o cancelamento do registro nem para a entrega do armamento, a arma deveria permanecer na residência onde o ex-presidente cumpre as medidas cautelares impostas pelo STF.
A defesa alegou ainda que Bolsonaro identificou um defeito no equipamento ao manuseá-lo. Por essa razão, o ex-presidente pediu a um de seus seguranças — um sargento do Exército com conhecimento técnico em manutenção daquele modelo — que verificasse o problema.
“Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal”, declarou Bueno, nesta terça-feira, 23, no X. O advogado classificou o caso como um episódio “criminalmente acromático”, expressão utilizada para indicar a ausência de relevância penal na conduta investigada.
Ao final da manifestação, a defesa afirmou esperar que o inquérito em tramitação na Polícia Civil do Distrito Federal seja arquivado nos próximos dias.
O caso passou a ser apurado depois que uma arma registrada em nome de Bolsonaro foi encontrada em posse de um de seus seguranças durante uma blitz policial.
Acompanhei, na tarde de hoje, o Presidente Bolsonaro em seu depoimento sobre o episódio que envolveu o encontro de uma arma de fogo, registrada em seu nome, em posse de um de seus seguranças, durante blitz policial.
— Paulo Cunha Bueno (@paulocunhabueno) June 23, 2026
O Presidente esclareceu todas as questões à guisa da resposta…
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Bolsonaro tem semana decisiva

Esta é uma semana decisiva para Bolsonaro.
Isso porque, na quinta-feira 25, expira o prazo concedido por Moraes para a prisão domiciliar humanitária. O juiz do STF ainda não sinalizou se vai manter Bolsonaro em casa ou mandá-lo de volta à cadeia.
O ex-presidente está em casa desde 27 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, onde tratou uma broncopneumonia.
Na prisão domiciliar, Bolsonaro usa tornozeleira eletrônica e só pode receber visitas de familiares, advogados e médicos. Está proibido de usar celular ou qualquer meio de comunicação externa.
Leia também: “Ameaça suprema”, reportagem publicada na Edição 327 da Revista Oeste
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