A derrota histórica do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, na noite desta quarta-feira, 29, surpreendeu ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Um dos magistrados ficou “atônito” quando tomou conhecimento do resultado, relatou um interlocutor à coluna.
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Outro juiz do STF manifestou “surpresa” com o placar de 42 votos contrários e 34 a favor.
Na noite de ontem, Oeste mostrou que integrantes do tribunal apostavam na vitória de Messias, ainda que apertada.
Pouco depois da derrota, o maior entusiasta de Messias na Corte, André Mendonça, se manifestou publicamente. “O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”, declarou. Além de Mendonça, Nunes Marques apoiou, enfaticamente, o nome do AGU. Cristiano Zanin e Gilmar Mendes chegaram a dar algum apoio ao nome, mas tardio — a advogada Guiomar Mendes, ex-mulher do decano, compareceu à sabatina como demonstração de apoio e ocupou, por algum tempo, a primeira fileira da CCJ.
Após Mendonça, o presidente do STF, Edson Fachin, resolveu se manifestar, em uma nota curta. Conforme ele, a Corte respeita o entendimento do Senado e “aguarda, com a serenidade e o senso de responsabilidade institucional, as providências constitucionais cabíveis para o oportuno preenchimento da vaga em aberto”.
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Fracasso de Messias

Nos bastidores, a queda de Messias é atribuída ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), contrário à indicação desde o princípio.
Alcolumbre gostaria de ver, no STF, um candidato de sua confiança, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seu antecessor no comando do Senado. Por isso, passou a trabalhar pela derrota do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU).
Congressistas ouvidos pela reportagem, em caráter reservado, dizem que o recado é claro: Lula está fraco e precisa se sentar à mesa de negociação.
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SURPREENDE-ME, DE FORMA NEGATIVA, A OPINIÃO DO MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA. O MINISTRO, AO QUE TUDO INDICA, ESTÁ ALHEIO ÀS PERIPÉRCIAS DO REJEITADO MESSIAS, ENQUANTO ADVOGADO GERAL DA UNIÃO. PRINCIPALMENTE EM RELAÇÃO À POSIÇÃO DO SABATINADO SOBRE O ABORTO E SOBRE AS INJUSTAS CONDENAÇÕES DOS MANIFESTANTES DO OITO DE JANEIRO. AO QUE TUDO INDICA, TANTO NUNES MARQUES QUANTO ANDRÉ MENDONÇA SÃO APENAS MAIS DOIS INTOCÁVEIS, SEM TIRAR NEM POR. E NÃDA ACRESCENTAM AO STF. A ÚNICA DEFERENÇA É QUE FORAM INDICADOS POR BOLSONARO.. ESPERO ESTAR EQUIVOCADO.
Pelo atual andar da carruagem, fico surpreso (no mau sentido) com a opinião do ministro André Mendonça, nem tão surpreso com o ministro Nunes Marques (pelo estranho envolvimento de familiar com caso de escândalo sendo investigado). Seriam, ambos, casos de “corporativismo religioso”?
A História registra que o imperador romano Calígula, no auge da sua tirania insana, tentou nomear o seu cavalo Incitatus para o cargo de Cônsul, um dos mais respeitados da República à época.
Não sei bem porque, essa história envolvendo quadrúpedes me veio à mente agora.
Um dos magistrados ficou atônito? Me deixem advinhar. Por favor me dêem um copo d’água. Mais um. Mais um, por favor… Hum. Bem, ele é gordo e tem boca mole. Adora uma farra com dinheiro público em Portugal. Nunca entende uma pergunta sobre a crise no judiciário. Sempre solta bandido. Acertei?
Ao que parece, poderemos dar 10 palpites e, seja lá qual for, estará certo…