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No Ponto

Boulos aciona TSE para tornar Nunes e Tarcísio inelegíveis

Campanha do deputado citou fala do governador de SP sobre orientação do PCC para seus membros votarem no Psol

Guilherme Boulos, em entrevista coletiva depois de apresentar suas propostas de governo para a população 60+, em evento realizado no Slavieiro Hotel, região central da capital - 25/9/2024 | Foto: Yuri Murakami/FotoArena/Estadão Conteúdo
Guilherme Boulos, em entrevista coletiva depois de apresentar suas propostas de governo para a população 60+, em evento realizado no Slavieiro Hotel, região central da capital - 25/9/2024 | Foto: Yuri Murakami/FotoArena/Estadão Conteúdo

Neste domingo, 27, o deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a campanha do prefeito Ricardo Nunes e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Conforme o Psol, Nunes e Freitas cometeram “abuso de poder político e dos meios de comunicação”. Isso porque, mais cedo, Freitas revelou que a inteligência do Estado interceptou mensagens de lideranças do PCC com orientações para membros da facção votarem em Boulos.

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“A utilização do cargo de governador do Estado com a finalidade de interferir no resultado da eleição, no dia da votação, é evidente”, argumentou o Psol. “A finalidade eleitoral fica clara pela escolha do momento para divulgação da coletiva, durante o horário da votação, com a presença dos candidatos abertamente apoiados pelo atual governador, todos com adesivo de propaganda dos candidatos representados em suas camisas.”

Dessa forma, a campanha de Boulos pediu a inelegibilidade de Nunes e Freitas, por oito anos.

Declaração de Freitas sobre Guilherme Boulos

tarcísio freitas
O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, durante o anúncio de R$ 5 bilhões para a construção de 43 mil moradias populares – 26/04/2024 | Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo

Mais cedo, durante uma coletiva de imprensa, Freitas fez a revelação, sobre a facção criminosa e disse que “providências foram tomadas para a tranquilidade da eleição”.

“O policiamento foi reforçado nas cidades com segundo turno”, disse o governador de São Paulo, que estava acompanhado de Nunes e de seu candidato a vice, Mello Araújo, além do filho do ex-prefeito Bruno Covas, Tomás Covas.

Leia também: “A piada das urnas”, artigo de J.R. Guzzo publicado na Edição 240 da Revista Oeste


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