Interlocutores do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro avaliam que as movimentações recentes junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) resultaram em uma vitória temporária: a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para uma sala de Estado-Maior localizada no Complexo Penitenciário da Papuda. O local, mais conhecido como Papudinha, é separado do presídio comum e possui estrutura e rotina diferentes da maioria das celas do sistema prisional brasileiro.
Embora distante do objetivo final, que é conseguir a prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente, a ida para a Papudinha é vista como um avanço relevante em comparação às condições da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde Bolsonaro estava custodiado.
Receba nossas atualizações
+ Saiba mais sobre os bastidores da política em No Ponto
Interlocutores ressaltam que a Papudinha oferece estrutura mais ampla, com celas individuais, maior possibilidade de acompanhamento médico, acesso mais regular a visitas de advogados, ambiente menos restritivo e rotina mais estável — fatores considerados decisivos diante do quadro de saúde do ex-presidente. Essas condições reduzem os riscos de saúde enfrentados por Bolsonaro, enquanto o STF analisa os próximos passos.
Essa visão é compartilhada pelo advogado e empresário Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) no governo Bolsonaro, e pelo pastor Silas Malafaia, aliado histórico do ex-presidente. Nesta sexta-feira, 16, ambos se manifestaram nas redes sociais para reforçar que Bolsonaro está em melhores condições na Papudinha. Nas publicações, citaram tanto Michelle quanto Tarcísio, a quem atribuíram o avanço nas negociações para levar o ex-presidente para o regime domiciliar humanitário.
O papel de Michelle e Tarcísio
A articulação, segundo relatos obtidos pela reportagem, envolveu esforços paralelos e complementares. De um lado, Michelle Bolsonaro atuou de forma reservada, mobilizando contatos institucionais e reforçando a fragilidade do estado de saúde do ex-presidente. De outro, Tarcísio manteve interlocução política cuidadosa, de modo a evitar exposição pública excessiva.
Interlocutores do governador e da ex-primeira-dama fazem questão de negar uma suposta disputa interna na direita. Eles acreditam que não há espaço para conflito com integrantes da família Bolsonaro, principalmente com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A ordem é reduzir tensões, evitar sobreposição de agendas e concentrar esforços em articular com o Judiciário a concessão da prisão domiciliar ao ex-presidente.
Objetivo é conseguir a prisão domiciliar para Bolsonaro
Conforme mostrou Oeste, o ministro Alexandre de Moraes determinou a realização de uma perícia médica para avaliar o estado de saúde do ex-presidente. O laudo servirá de base para a decisão do magistrado sobre o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa de Bolsonaro.
A solicitação dos advogados ocorre depois de uma intercorrência médica registrada na madrugada de 6 de janeiro, quando Bolsonaro relatou ter sofrido uma queda da cama enquanto dormia. De acordo com os autos, o ex-presidente apresentou queixas de tontura, traumatismo craniano leve e contusões. A equipe médica da PF prestou atendimento imediato e avaliou que, naquele momento, não havia necessidade de remoção hospitalar emergencial.
A expectativa é que o laudo médico seja suficiente para comprovar a necessidade de Bolsonaro cumprir pena em regime domiciliar humanitário. Para que esse benefício seja concedido, tanto Michelle quanto Tarcísio deverão entrar em cena novamente.
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].







































O QUE MICHELLE E TARCISIO OFERECERAM … SABEMOS QUE NUNCA É DE GRAÇA.
Sou contra ! Tem exigir é anulação total e imediata dessa farsa de golpe ou que apresentem provas reais, vídeos, planos escritos o nome de quem iria assumir a república quem seriam interventores o que fariam no dia seguinte, tudo farsa tudo piada foi o plano que arrumaram para se vingarem do Bolsonaro porque há muito já denunciava a farra dos escritórios dos juízes com essa dinheirama correndo solto.