Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Volodymyr Zelensky se reuniram nesta quarta-feira, 17, durante a cúpula do G7 para discutir os avanços da guerra entre Ucrânia e Rússia — conflito que dura mais de quatro anos e já ultrapassou o período da Primeira Guerra Mundial.
Ao se pronunciar sobre o encontro, que durou cerca de 40 minutos, Lula disse que “pela primeira vez senti o Zelensky com muita disposição para ajudar” na solução de um acordo de cessar-fogo e paz entre os países.
Receba nossas atualizações
“Eu já achava um ano atrás que essa guerra estava na hora de acabar, porque essa guerra já não tem mais nenhuma novidade, todo mundo sabe”, declarou o petista. “Eu acho que foi uma reunião importante. Pela primeira vez, eu senti o Zelensky com muita disposição de encontrar uma solução, e, naquilo que eu puder ajudar, vou ajudar.”
+ ‘Não haverá concessões territoriais’, diz representante da Ucrânia sobre guerra com a Rússia

A declaração ocorreu depois de um encontro entre os dois líderes realizado à margem da cúpula do G7, em Évian, na França. Durante a conversa, o presidente ucraniano apresentou sua avaliação sobre o atual estágio da guerra, as perspectivas para um cessar-fogo e os caminhos para uma solução diplomática do conflito.
+ ‘Nenhuma política pública compensa a perda de vidas’, diz representante da Ucrânia
O petista disse ter “apontado” a Zelensky que “são cinco donos” da ONU que “podem parar, que podem tomar decisões para guerra e para paz”, salientando já ter feito “várias propostas” que não pareciam ser do “interesse de nenhum dos líderes”.
“Agora o Zelensky quer paz, quer um cessar-fogo para negociar a paz”, ressaltou. “Então eu assumi o compromisso de ligar para os cinco presidentes do Conselho de Segurança, novamente, para tentar acabar com esse conflito.”
Lula cobra atuação da ONU no conflito
Em publicação nas redes sociais, Lula informou ter ouvido as considerações de Zelensky sobre a guerra e reiterou sua defesa de uma atuação mais efetiva da ONU para tentar encerrar o conflito.
“Expus minha expectativa de que o Conselho de Segurança da ONU possa atuar de forma mais efetiva para encerrar um conflito, que já dura mais de quatro anos”, escreveu. “Acordamos manter contato nas próximas semanas.”
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].








































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.