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No Ponto

Nísia Trindade: fritura política ou incompetência?

Amiga de Janja, ministra da Saúde deixa a cadeira depois de dois anos desastrosos. Mas foi só isso?

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, soube desde o princípio das infecções de HIV em transplantados | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Nísia Trindade: amiga de Janja demitida do comando do Ministério da Saúde | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Que Nísia Trindade puxaria a fila de demissões na segunda metade do governo Lula, todos os corredores de Brasília já sabiam desde o ano passado. Assim como era sabido que Alexandre Padilha cobiçava a cadeira desde janeiro de 2023 — e só foi preterido porque Janja da Silva queria prestigiar a amiga de longa data, egressa da Fundação Oswaldo Cruz na pandemia.

Nísia limpou as gavetas deixando para trás um rastro de maus serviços: o país viveu a epidemia mais aguda e longa de dengue da história — dengue de inverno é coisa nossa —; as vacinas não chegaram; faltam insumos básicos nas prateleiras para quem precisa de tratamento contínuo; houve um escândalo de transplantes de órgãos infectados com HIV no Rio de Janeiro; fora os problemas contábeis com o Tribunal de Contas da União, especialmente quando se joga luz em R$ 55 milhões destinados à Prefeitura de Cabo Frio (RJ), um mês antes da nomeação do seu filho, que é músico, para uma secretaria municipal.

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Tudo isso — ou nem precisava de tanto — já era motivo para demissão. Tanto que a ministra chorou quando levou um puxão de orelha público de Lula em reunião com colegas. Foi consolada nos braços de Janja. Mas foi só?

Problema além de Nísia Trindade

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, durante anúncio da instalação do Centro de Operações de Emergência (COE) para Dengue e outras Arboviroses e o novo Plano de Contingência Nacional para Dengue, Chikungunya e Zika. F
A então ministra da Saúde do 3º governo Lula, Nísia Trindade, durante anúncio da instalação do Centro de Operações de Emergência (COE) para Dengue e outras Arboviroses e o novo Plano de Contingência Nacional para Dengue, Chikungunya e Zika | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A resposta é não. Lula está numa encruzilhada: ou aceita o que o ministro da Propaganda, Sidônio Palmeira, diz ou desiste dele. O marqueteiro coleciona um combo de erros até agora, mas sabe que saúde e segurança pesam em ano eleitoral. Padilha é um quadro fraco — “fósforo queimado”, como dizem na Câmara dos Deputados —, mas é obediente. E o PT cansou de Nísia.

No Congresso Nacional, contudo, nomes como o de Sidônio, Nísia, Padilha e companhia causam risos nos tapetes verde e azul. A curiosidade de todos é saber quanto José Dirceu já entrou em campo pensando em 2026.


A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

5 comentários
  1. Margareth Prado Yassudo Faria
    Margareth Prado Yassudo Faria

    Como o molusco não pode demitir a sua mulher, demite a amiga dela. Fritura pura

  2. Reinaldo Martinazzo
    Reinaldo Martinazzo

    Essa senhora, no começo da sua atuação no ministério fez um pronunciamento em cadeia nacional desqualificando o que tinha sido feito no governo anterior.
    Cuspiu para cima e não saiu de baixo…
    E agora dona Nísia, o que será que falarão de você?
    Sair enxotada pela porta dos fundos.
    Deu ruim pra você “miguinha”…

  3. Filipe Drumond Costa
    Filipe Drumond Costa

    Pelo nível dos ministros do PT ela se enquadra até bem! Não faz nada, defende uma vacina que mais mata que salva vida, manda dinheiro público para o filhote. Então é difícil saber!

  4. Liberta Brasil
    Liberta Brasil

    E a ET de varginha a tal ministra do meio ambiente, ta na hora de botar aquele chassi de lagartixa pra correr!

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