O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reúne com os governadores Cláudio Castro (RJ), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Ibaneis Rocha (DF) e com a vice-governadora Celina Leão (DF) para discutir o texto final do PL Antifacção, agora intitulado Marco Legal do Combate ao Crime Organizado.
O encontro está previsto para as 15h desta quarta-feira, na presidência da Câmara, e ocorre depois do anúncio do relator do PL Antifacção, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), de não enquadrar as organizações criminosas como terroristas.
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+ Derrite anuncia que não vai equiparar facções a terrorismo
Em coletiva de imprensa na terça-feira 11, Motta afirmou que o projeto seria construído com “amplo diálogo entre os entes federativos” e destacou que o objetivo é fortalecer a integração entre polícias e endurecer as penas contra facções.
“A segurança pública nunca antes na história do Brasil foi um tema tão urgente”, afirmou. “É urgente do ponto de vista da vida das famílias, da valorização das nossas forças de segurança e da necessidade de integrar municípios, estados e governo federal no combate ao crime organizado.”

O presidente da Câmara reforçou que a nova versão do texto proposto por Derrite nasce de uma construção suprapartidária e que “não há espaço para disputa política nesse tema”.
“Temos trabalhado para entregar ao país um resultado, uma solução efetiva para a segurança pública”, disse Motta. “Esse texto vem sendo construído com diálogo, ouvindo lideranças, o Judiciário e o Senado. Queremos um projeto que represente o sentimento do país, não de um partido ou bancada.”
Embate no PL Antifacção
Um dos pontos mais polêmicos da proposta tratava sobre a atuação da Polícia Federal (PF). O trecho foi usado por parlamentares esquerdistas, sobretudo o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), que fez duras críticas. O aliado do governo chegou a dizer que a proposta teria sido transformada em uma “nova PEC da Blindagem, da bandidagem”.
+ A troca de farpas entre Motta e Lindbergh
As falas de Lindbergh não passaram em branco para Motta, que se irritou com a postura dele. Em reunião de líderes na terça-feira, o presidente da Câmara subiu o tom de voz e chegou a bater na mesa, mandando o petista ter “respeito”.
Mais tarde, sem citar Lindbergh, Motta deu um recado: “Nós não vamos compactuar com qualquer narrativa que diga que a Câmara não está agindo para garantir mais segurança pública ao país”.
+ A reação de Motta às críticas de Lindbergh ao PL Antifacção
“Estamos criando uma lei nova, o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, para deixar claro o compromisso da Casa com um Brasil mais seguro”, enfatizou Motta.
O presidente afirmou também que a soberania nacional e o papel da Polícia Federal foram preservados no novo texto — uma resposta às críticas da ala governista.
“Nunca existiu nenhuma intenção de tirar poder da Polícia Federal. Conversei com o diretor-geral da PF e com o ministro da Justiça”, declarou. “O papel da PF no combate ao crime organizado é inegociável.”
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