publicidade
No Ponto

O futuro incerto de Rodrigo Pacheco

Senador acabou preterido por Jorge Messias na disputa pela indicação ao STF

rodrigo pacheco fora do stf
O senador Rodrigo Pacheco pode ser candidato ao governo de Minas Gerais em 2026 | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A confirmação da notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) deixa em aberto o futuro político — ou até mesmo fora da política partidária — do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Presidente do Senado de 2021 até o início deste ano, Pacheco era tido nos bastidores do poder como um dos concorrentes à cadeira em aberto no STF. Conforme reportagem de Cristyan Costa, o parlamentar tinha a preferência de ao menos quatro dos atuais dez integrantes da Corte: Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes.

Receba nossas atualizações

O senador, no entanto, acabou preterido por Messias. Antes da confirmação da indicação de Lula, o congressista havia falado sobre a possibilidade de trocar o Legislativo pelo Judiciário.

+ Leia mais notícias exclusivas da coluna No Ponto

“São manifestações que surgem e eu fico obviamente muito honrado e muito satisfeito que elas existem por parte daqueles que convivem comigo e conhecem o meu trabalho no Parlamento igualmente pessoas vinculadas à Justiça, do próprio Supremo Tribunal Federal, que têm reconhecimento e apreço por mim, mas são manifestações”, disse Pacheco em 16 de outubro. “Essa é uma decisão do presidente da República que deve ser respeitada qualquer que seja ela.”

Pacheco: de rival a aliado do PT

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco | Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Com a decisão de Lula em favor de Messias, discute-se nos bastidores do poder algumas possibilidades para o futuro de Rodrigo Pacheco na política.

A primeira delas, por ora a mais remota, é a de que ele siga filiado ao PSD e seja candidato à reeleição pelo Senado por Minas Gerais, em 2026. Para isso, contaria com o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT). Situação diferente da que enfrentou no processo eleitoral de 2018, quando foi o mais bem votado para o cargo — e deixou a ex-presidente Dilma Rousseff sem mandato.

Num primeiro momento, no entanto, Lula e o PT parecem ter outro plano para o agora aliado Pacheco nas eleições do ano que vem. A ideia é de que o senador aceite o desafio de ser candidato ao governo de Minas Gerais. Nesse caso, ele trocaria o PSD por algum outro partido de centro ou centro-esquerda, como MDB ou PSB, por exemplo. Para o cargo de governador mineiro, o PSD deve apostar na candidatura de seu mais novo filiado no Estado, o vice-governador Mateus Simões.

“Tenho certeza que vamos ganhar o Estado de Minas Gerais com o Pacheco, ele sabe disso”, declarou Lula, em entrevista concedida à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, em 29 de agosto, mais de um mês antes de Luís Roberto Barroso anunciar sua aposentadoria antecipada do STF. “É só ele se dispor a ser candidato. Se ele for candidato, será o futuro governador de Minas Gerais. Espero que, dentro de poucos dias, a gente tenha essa definição.”

Há, ainda, a chance de a escolha de Messias para o STF representar o início do fim da carreira política de Rodrigo Pacheco. A aliados, o senador passou a divulgar a possibilidade de não disputar mais nenhum cargo público. Assim, surge a ideia de ele, que é especializado em Direito Penal Internacional, abrir um escritório de advocacia.

Leia também: “A captura do Estado pelo petismo”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 292 da Revista Oeste

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

6 comentários
  1. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Vai nessa Pacheco , se não der , vc arruma uma boquinha em algum novo ministério . Já está escrito que esse governo planejador vai continuar , pra felicidade de todos nós brasileiros

  2. Edson Csuraji
    Edson Csuraji

    Que o povo de MG mande esse idiota engavetador para o quinto dia infernos, e que leve junto o analfabeto funcional abjeto imoral cachaceiro.

  3. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    O cara se elegeu em Minas como um “anti dilma”, logo, deve ter sido eleito por votos de conservadores. Uma vez no cargo, passou a ser puxa-saco do lula querendo ir para o STF. Traiu seus eleitores. Gostaria que ele fosse candidato a governador de Minas. Duvido que os mineiros lhe dessem o mandato. Ele mostrou o quanto pode ser nocivo com o seu projeto de alterar o Código Civil. Na minha modesta opinião, fracassou na política e pode mudar de ramo.

  4. Artur Alvarenga Magalhães
    Artur Alvarenga Magalhães

    Ele nunca abandonou seu escritório de advocacia.
    Apenas substabeleceu os processos aos seus sócios.
    Fica em BH, em cima do MC Donalds da Assembleia.

  5. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    Esse maldito tem de ir pro inferno! Travou tudo contra o STF, so ajudou a prender as pessoas do 8 de janeiro, esse maldito tem de ser expulso do brasil

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.