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No Ponto

‘Precisamos redistribuir as cadeiras, não de novos parlamentares’, diz deputado Pezenti

Câmara tem até 30 de junho deste ano para adequar o número de congressistas na Casa, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal

pezenti
O deputado federal Pezenti (MDB-SC) | Foto: Divulgação

Parlamentares do Rio de Janeiro e Estados do Nordeste vêm discutindo uma maneira para não perderem espaço na Câmara dos Deputados, em decorrência da necessidade de readequação das bancadas da Casa. Em vez de redistribuir as bancadas, os congressistas querem criar novas cadeiras na Câmara.

Em agosto de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a Câmara redistribua as bancadas do Parlamento de acordo com os dados do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, alguns Estados perderiam no número de deputados. 

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+ Presidente da CCJ debate projeto sobre composição de bancadas

O STF deu o prazo até 30 de junho deste ano para que a Câmara adequasse a distribuição das bancadas conforme último Censo. Das 27 Unidades Federativas, 14 teriam suas bancadas alteradas pela proposição. A atual distribuição das bancadas não é alterada desde 1993.

O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que é o principal candidato à Presidência da Casa, tem prometido a criação de um grupo de trabalho para discutir o tema e readequar as bancadas dentro do prazo do Judiciário.

O deputado Pezenti (MDB-SC) é autor do Projeto de Lei (PLP 148/2023), o qual propõe a redistribuição das bancadas. O texto, que considera o aumento ou diminuição de população, pode mexer na distribuição no número de parlamentares que representam os Estados.

Deputados querem aumentar bancadas

Segundo Pezenti, congressistas de sete Estados que podem ser impactados com a redistribuição de bancadas estão “pressionando” para debater uma proposta que aumentaria o total de parlamentares para acomodar as demandas das regiões que cresceram populacionalmente, como é o caso de Santa Catarina. 

“O Brasil já paga caro demais para sustentar uma estrutura política inchada”, declarou Pezenti. “Essa ideia é inaceitável, e a população precisa reagir. Precisamos de justiça na representatividade, mas sem onerar ainda mais o cidadão.”

O parlamentar destacou que seu projeto já tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, e atende à determinação do STF. Ele afirma que a “forma mais justa” de se solucionar a problemática é pela readequação das bancadas. 

“Meu projeto propõe redistribuir as cadeiras, mantendo o número total de deputados em 513”, explicou. “O Brasil não precisa de mais parlamentares, muito menos de mais custos para o contribuinte. Se fosse para mudar, seria para menos, nunca para mais.”

Veja como ficaria a redistribuição proposta por Pezenti:

  • Alagoas — perderia 1 representante, passando de 9 para 8
  • Amazonas — ganharia 2 deputados, sairia de 8 para 10
  • Bahia — perderia 2 parlamentares, cairia de 39 para 37
  • Ceará — teria mais 1, subiria de 22 para 23
  • Goiás — poderia eleger 1 deputado a mais, subindo de 17 para 18
  • Minas Gerais — ganharia 1 representante, aumentando de 53 para 54
  • Mato Grosso —teria mais 1 parlamentar na bancada, passando de 8 para 9
  • Pará — seriam 4 a mais, subindo de 17 para 21
  • Paraíba — perderia 2, ou seja, a bancada cairia de 12 para 10
  • Pernambuco — teria 1 parlamentar a menos, sairia de 25 para 24
  • Piauí — ficaria com menos 2 congressistas, saindo de 10 para 8
  • Rio de Janeiro — perderia 4 representantes, caindo de 46 para 48
  • Rio Grande do Sul — teria menos 2, passando de 31 para 29
  • Santa Catarina — ganharia 4 parlamentares, subindo de 16 para 20

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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2 comentários
  1. FRANCISCO FERREIRA
    FRANCISCO FERREIRA

    Para haver uma real representatividade haveria a necessidade da implantação imediata de dois pontos:
    1- voto distrital e por conseguinte,
    2- fim do quociente eleitoral/partidário, sendo essa a maior excrescência e o lado mais perverso do nosso sistema eleitoral.
    Hoje tem muita gente que nem estaria sentada numa cadeira do congresso não fosse esse atalho imoral. Podem acreditar que mais da metade desse povo de esquerda já teria sido banida há tempos.

  2. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Além disso diminuir o número de congressistas seria ótimo e pouparia o pagador de impostos dessa despesa.

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