A convenção estadual do Partido Liberal (PL) nesta quarta-feira, 23, em Porto Alegre confirmou o apoio às candidaturas para o governo do Rio Grande do Sul (RS) e às duas cadeiras para o Senado Federal.
O encontro oficializou a candidatura do deputado federal Luciano Zucco (PL) ao governo do Estado e confirmou uma chapa ao Senado composta de Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo), consolidando uma articulação que reúne, além das duas siglas, Progressistas, Republicanos, Podemos, Democracia Cristã e Democrata.
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Nos bastidores, a avaliação entre dirigentes é que a formação da chapa busca antecipar o desenho da disputa eleitoral no Estado e apresentar um bloco unificado em torno de pautas comuns, como segurança pública, responsabilidade fiscal e fortalecimento da representação gaúcha em Brasília. A estratégia também procura evitar a fragmentação do eleitorado de direita em uma das principais disputas estaduais de 2026.
Zucco quer sintonia do Estado com Brasília

Ao discursar na convenção, Zucco afirmou que parte das principais demandas do Rio Grande do Sul depende de decisões tomadas pelo governo federal e pelo Congresso Nacional. Segundo ele, uma eventual gestão estadual precisará atuar em sintonia com uma bancada fortalecida em Brasília para avançar em temas considerados prioritários.
“O Rio Grande do Sul não é uma ilha”, destacou. “Os nossos problemas não serão resolvidos sozinhos. A renegociação da dívida com o governo federal, o Fundo Constitucional do Sul, as dívidas dos produtores rurais e as obras nas rodovias federais dependem de diálogo e exigem força em Brasília. É lá que essas decisões são tomadas. O Rio Grande precisa voltar a ser respeitado.”
Van Hattem e Sanderson disputam o Senado

Durante o evento, Marcel van Hattem declarou que a eleição representa uma oportunidade para ampliar a presença de parlamentares alinhados ao campo da direita no Senado e criticou a atuação da bancada petista em temas ligados ao Rio Grande do Sul.
“Precisamos devolver o protagonismo do Estado do Rio Grande do Sul”, ressaltou. “Chega de, até quando estamos debaixo d’água, sofrermos mais uma vez com a incompetência da política. Em Brasília, propusemos o perdão da dívida do Estado, e os petistas gaúchos, em vez de pensar no Rio Grande do Sul, preferiram defender o partido e o governo. O Senado precisa ter gaúchos de verdade. Não podemos mais eleger um senador de direita e outro de esquerda. Nesta eleição, precisamos eleger dois senadores de direita. O Brasil precisa de um novo rumo.”

Sanderson também destacou a construção conjunta da chapa e afirmou que a união entre os partidos amplia a capacidade de atuação do grupo no Congresso Nacional.
“Não é tempo de omissão”, ressaltou. “Estamos apresentando um time forte, preparado para percorrer o Rio Grande do Sul e defender as mudanças que o Brasil e os gaúchos esperam.”
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O Rio Grande do Sul chega a parecer um enclave do nordeste no extremo sul do Brasil. Um eleitorado que cogita eleger uma Manuela D’Ávila e uma outra figura de sobrenome Brizola, que tem uma Maria do Rosário, que gestou Getúlio, Brizola, Jango, não parece ter nenhuma noção do que o Brasil foi, é, ou deveria ser. Um povo estoico além dos limites da razoabilidade, que vive apanhando e adorando seus algozes. Quando aparece alguém da estirpe de um Van Hattem não sabem como lidar com ele.