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No Ponto

Advogados de Tagliaferro acionam OAB por ‘violações de prerrogativas’ no STF

Defesa quer abertura de procedimento para apurar denúncia

8 de janeiro
O ministro Alexandre de Moraes, durante uma sessão plenária no STF - 13/3/2025 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Nesta segunda-feira, 16, os advogados de Eduardo Tagliaferro enviaram à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) uma representação na qual apontam violações de prerrogativas no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o documento, obtido em primeira mão pela coluna, Paulo Faria e Filipe de Oliveira pedem a abertura de procedimento para apurar uma denúncia, além de manifestação da OAB sobre a condução do caso.

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Conforme os advogados, a representação complementa um pedido já apresentado à Ordem em 9 de fevereiro deste ano.

Na ocasião, a defesa relatou “irregularidades” no andamento da ação penal contra Tagliaferro, entre elas a utilização de citação por edital.

A defesa observou que, em casos semelhantes, se exige carta rogatória, o que não ocorreu, mesmo que o ex-assessor more em local sabido.

Além disso, Faria e Oliveira salientam que o agendamento da sessão de amanhã ocorreu em meio a recursos pendentes de análise. “A advocacia não pode ser convertida em instrumento de legitimação da ilegalidade estatal”, escreveram.

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O que mais diz a defesa de Tagliaferro

Eduardo Tagliaferro
Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes no TSE | Foto: Reprodução/Redes sociais

No documento, Faria e Oliveira afirmam que obrigar a defesa a participar de atos do processo sem a citação válida do acusado viola prerrogativas da advocacia.

Os advogados também afirmam que o caso não trata de mera discordância em relação a uma decisão judicial.

Segundo eles, houve tentativa de obrigar a defesa a atuar em um processo que consideram juridicamente inválido. Por isso, ao final, os advogados pedem que a OAB receba a representação e adote “providências institucionais” no caso.

“A partir do momento em que a OAB é formalmente cientificada de ilegalidade ostensiva dessa natureza, especialmente em caso de repercussão nacional, já não se discute simples solidariedade corporativa, mas o dever institucional de repressão a abuso de autoridade lesivo à independência técnica da advocacia”, disseram.

Leia também: “A mancha que nada resolve”, reportagem publicada na Edição 313 da Revista Oeste

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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