A própolis é uma substância natural produzida pelas abelhas a partir de resinas vegetais, sendo reconhecida por sua composição rica em compostos bioativos. Ao longo dos anos, esse produto ganhou destaque devido ao seu potencial para fortalecer o sistema imunológico e combater agentes nocivos ao organismo. Em 2025, a busca por alternativas naturais para a saúde continua em alta, e a própolis se mantém como uma das opções mais procuradas. De acordo com o nutricionista Thiago Sampaio – (CRN-5 / 7114) com mais de 300 componentes identificados, a própolis apresenta propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas. Esses benefícios têm despertado o interesse de pesquisadores e consumidores, que buscam entender como utilizar a substância de forma eficaz. No entanto, muitos ainda têm dúvidas sobre qual tipo escolher, a melhor forma de consumo e a dosagem adequada para diferentes objetivos.
Quais são os principais tipos de própolis disponíveis?
No mercado brasileiro, é possível encontrar diferentes variedades de própolis, sendo as mais conhecidas a verde, a vermelha e a marrom. Cada uma delas possui características próprias, relacionadas à origem botânica e à região de coleta. A própolis verde, originária do alecrim-do-campo, destaca-se por conter o composto Artepillin C, associado a uma potente ação anti-inflamatória e imunomoduladora. A própolis verde é derivada da resina do alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia), uma planta encontrada principalmente na região do Cerrado brasileiro, especialmente em Minas Gerais. Esse detalhe sobre sua origem botânica contribui para suas propriedades únicas e para o diferencial de sua composição. Já a própolis vermelha, comum em áreas de mangue, e a marrom, mais generalizada, também apresentam benefícios, mas com composições químicas distintas.
A própolis vermelha, por sua vez, é coletada principalmente de espécies vegetais como o Dalbergia ecastaphyllum, conhecido popularmente como rabo-de-bugio, característica que lhe confere sua marcante coloração avermelhada.
A própolis vermelha possui uma composição química única, sendo rica em flavonoides, neoflavonoides, isoflavonas, terpenos e compostos fenólicos. Esses componentes são responsáveis por suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, antimicrobianas e anticancerígenas, contribuindo para o seu alto valor medicinal e potencial terapêutico.
Essa diversidade permite que o consumidor escolha a variedade mais adequada às suas necessidades. A preferência pela própolis verde se deve, principalmente, à presença do Artepillin C, que tem sido alvo de estudos científicos por sua atuação no fortalecimento do sistema imunológico e no combate a processos inflamatórios.
Como escolher a concentração ideal de própolis?
A concentração da própolis é um fator importante na hora de adquirir o produto. Existem opções com diferentes teores, variando geralmente entre 11% e 30% ou mais. Para quem busca apenas reforçar a imunidade, recomenda-se uma concentração entre 11% e 20%. Por outro lado, em situações em que o objetivo é auxiliar no tratamento de infecções ou problemas inflamatórios agudos, produtos com 30% de concentração ou mais podem ser indicados.
Além da concentração, é fundamental observar a procedência e a qualidade do produto. Certificações e informações claras no rótulo contribuem para uma escolha mais segura. Vale ressaltar que a orientação de um profissional de saúde pode ser útil, especialmente em casos de uso terapêutico.
Qual a melhor forma de consumir própolis?
A própolis pode ser encontrada em diferentes apresentações, como soluções alcoólicas, cápsulas e sprays. A versão alcoólica costuma ser preferida por extrair melhor os compostos fenólicos presentes na substância. A dosagem mais comum varia entre 15 e 30 gotas, uma ou duas vezes ao dia, conforme a necessidade e a orientação do fabricante. No caso das cápsulas, geralmente recomenda-se o consumo de uma a duas unidades diárias.

Para facilitar o uso, muitos optam por diluir as gotas em água ou suco, tornando o sabor mais agradável. É importante seguir as instruções de uso do produto escolhido e evitar excessos, já que o consumo exagerado pode causar efeitos indesejados.
Quais cuidados devem ser observados ao utilizar própolis?
Apesar dos benefícios, a própolis pode causar reações alérgicas em pessoas sensíveis a produtos apícolas. Por isso, é recomendado iniciar o uso com doses menores e observar possíveis sinais de alergia, como coceira ou irritação. Gestantes, lactantes e crianças devem buscar orientação médica antes de iniciar o consumo.
- Verificar a procedência do produto
- Observar a concentração adequada ao objetivo
- Respeitar a dosagem recomendada
- Consultar um profissional de saúde em caso de dúvidas
O uso correto da própolis pode contribuir significativamente para a manutenção da saúde, desde que sejam respeitadas as recomendações de segurança. A escolha consciente do tipo, concentração e forma de consumo é fundamental para aproveitar ao máximo os benefícios desse produto natural.
O que a OMS recomenda sobre o uso de própolis?
Até o momento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a importância dos produtos naturais utilizados tradicionalmente em diferentes culturas, inclusive a própolis, no apoio à saúde e bem-estar. Entretanto, a OMS ressalta que, embora existam estudos sobre os possíveis benefícios da própolis em diversas áreas, ainda são necessárias mais pesquisas controladas e de grande porte para que sejam estabelecidas recomendações formais sobre seu uso terapêutico.
De acordo com a OMS, o uso da própolis pode ser considerado como complemento às práticas de saúde, mas não deve substituir tratamentos médicos convencionais. Recomenda-se cautela ao utilizar a substância, principalmente em crianças, gestantes, lactantes e pessoas alérgicas a produtos das abelhas. A organização aconselha que qualquer consumo seja orientado por profissionais de saúde capacitados e, em caso de efeitos adversos, o uso deve ser interrompido imediatamente.
A OMS também sugere que a escolha e o uso de produtos naturais estejam alinhados com práticas seguras, priorizando a procedência, a composição clara no rótulo e o respeito às dosagens recomendadas pelo fabricante e por especialistas. Além disso, alerta que os benefícios e riscos individualizados precisam ser avaliados antes do início do consumo da própolis, considerando possíveis interações com outros medicamentos ou condições de saúde.
Fontes Oficiais
- Ministério da Agricultura: O que é própolis e para que serve?
- Drauzio Varella: Própolis — benefícios, formas de uso e efeitos colaterais
- Biblioteca Virtual em Saúde/MS: Própolis, conheça os benefícios dessa substância para o organismo
- Unicamp: Própolis combate vírus e bactérias, aponta estudo
- Saúde Abril: Própolis, aliada da imunidade








