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Início Saúde e Bem-Estar

Sonia Monteiro, nutróloga “Queda de cabelo? Pode ser ferro!”

Roberta Patriota Por Roberta Patriota
28 junho 2025 18:26
Em Saúde e Bem-Estar
Sonia Monteiro, nutróloga "Queda de cabelo? Pode ser ferro!"

Saiba quais podem ser os motivos para sua queda de cabelo repentina / Foto: (Fonte/Instagram @drasoniamonteiro / Créditos: depositphotos.com / rayp808)

A queda de cabelo após os 40 anos é uma preocupação frequente entre mulheres que atravessam a perimenopausa. Nessa fase, o corpo passa por diversas transformações hormonais e metabólicas, que podem impactar diretamente a saúde capilar. Entre os fatores mais relevantes, a deficiência de ferro se destaca como uma das principais causas desse problema. Essa carência de ferro pode evoluir para um quadro chamado anemia ferropriva, que é a forma mais comum de anemia e impacta não só a saúde geral, mas também a força e vitalidade dos cabelos. Durante a perimenopausa, é comum ocorrerem alterações no ciclo menstrual, como menstruações mais intensas ou irregulares. De acordo com a nutróloga Dra. Sonia Monteiro – ( CRM/RN 5569 | RQE 2364) essas mudanças podem levar à perda significativa de ferro, um mineral essencial para o funcionamento do organismo e, especialmente, para a manutenção dos fios de cabelo. A falta desse nutriente pode resultar em sintomas que vão além da queda capilar, afetando também a disposição e o bem-estar geral.

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Uma publicação compartilhada por Dra. Sonia Monteiro – Nutrologia em Natal-RN (@drasoniamonteiro)

Por que a deficiência de ferro é tão comum na perimenopausa?

A deficiência de ferro é frequente na perimenopausa devido ao aumento do volume e à irregularidade das menstruações, o que favorece a perda desse mineral. A perimenopausa é caracterizada por flutuações hormonais que podem alterar o padrão menstrual, tornando-o menos previsível e, muitas vezes, mais intenso. Essa perda sanguínea recorrente pode esgotar as reservas de ferro do organismo, especialmente se não houver reposição adequada por meio da alimentação ou suplementação.

Além disso, fatores como dietas restritivas, absorção intestinal prejudicada e doenças crônicas podem agravar ainda mais o quadro de deficiência. Estudos recentes indicam que até 30% das mulheres nessa faixa etária apresentam níveis insuficientes de ferro, o que reforça a importância do acompanhamento médico regular.

Quais são os sinais de que a queda de cabelo pode estar relacionada à falta de ferro?

Os principais indícios de que a queda de cabelo está associada à deficiência de ferro incluem fios mais frágeis, aumento da queda diária, sensação de cansaço persistente, palidez e tontura. Outros sintomas comuns são unhas quebradiças, dificuldade de concentração e sono de má qualidade. Em muitos casos, esses sinais são sutis e podem ser confundidos com o próprio processo de envelhecimento ou com o estresse do dia a dia.

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É importante destacar que a queda de cabelo por falta de ferro costuma ser difusa, ou seja, afeta todo o couro cabeludo de maneira uniforme, sem áreas específicas de rarefação. Esse padrão ajuda a diferenciar a alopecia causada por deficiência nutricional de outros tipos, como a alopecia androgenética.

Além da queda de cabelo, sintomas como palidez e tontura também são frequentemente relatados por pessoas com deficiência de ferro. Esses sinais podem indicar baixa oxigenação nos tecidos e merecem atenção especial, pois podem comprometer outras funções do organismo. Quando a deficiência de ferro se torna significativa e as reservas se esgotam, pode se instalar a anemia ferropriva, caracterizada por sintomas como fadiga intensa, fraqueza, palpitações e dificuldade para realizar atividades do dia a dia.

Outro sinal típico da deficiência de ferro, menos conhecido, é o surgimento de unhas em forma de colher, condição chamada de coiloníquia. Essa alteração nas unhas é um indício específico de carência do mineral e pode ajudar no diagnóstico clínico, especialmente quando aparece associada à queda de cabelo e demais sintomas descritos.

Vale ressaltar ainda que a deficiência de ferro pode levar ao desenvolvimento da síndrome das pernas inquietas, um distúrbio neurológico caracterizado por uma necessidade incontrolável de mover as pernas, principalmente à noite, podendo causar desconforto e afetar a qualidade do sono. A relação entre a deficiência de ferro e a síndrome das pernas inquietas é reconhecida em fontes médicas e pode ser mais evidente em mulheres na perimenopausa.

Como identificar e tratar a deficiência de ferro relacionada à queda de cabelo?

A avaliação dos níveis de ferro deve ser feita por meio de exames laboratoriais, que incluem a dosagem de ferritina, hemoglobina e outros parâmetros sanguíneos. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e garantir a recuperação da saúde capilar. O tratamento pode envolver mudanças na alimentação, priorizando alimentos ricos em ferro, como carnes vermelhas, leguminosas e vegetais de folhas escuras.

Em alguns casos, pode ser necessário o uso de suplementos prescritos por um profissional de saúde. Além disso, o acompanhamento regular permite monitorar a resposta ao tratamento e ajustar as estratégias conforme a necessidade individual.

  • Inclua fontes de vitamina C nas refeições para melhorar a absorção do ferro.
  • Evite o consumo excessivo de café e chá próximo às refeições, pois podem dificultar a absorção do mineral.
  • Procure orientação médica antes de iniciar qualquer suplementação.
  • Evite o consumo de leite e derivados junto às refeições ricas em ferro, já que o cálcio presente nesses alimentos pode inibir a absorção do mineral.

É importante entender que a deficiência de ferro não tratada pode evoluir para anemia ferropriva, trazendo impactos não apenas para os cabelos, mas para o funcionamento geral do organismo. Por isso, o diagnóstico e tratamento adequados são essenciais tanto para preservar a saúde capilar quanto para evitar consequências mais graves para a saúde.

Queda de cabelo / Créditos: depositphotos.com / ninuns

Quais cuidados extras podem ajudar a prevenir a queda de cabelo após os 40 anos?

Além de manter os níveis de ferro adequados, outros hábitos podem contribuir para a saúde dos cabelos durante a perimenopausa. Manter uma alimentação equilibrada, hidratar-se corretamente e evitar procedimentos químicos agressivos são atitudes recomendadas. O controle do estresse e a prática regular de atividades físicas também favorecem o equilíbrio hormonal e o bem-estar geral.

Consultar um profissional especializado é fundamental para investigar a causa da queda de cabelo e indicar o tratamento mais adequado. O acompanhamento periódico permite identificar possíveis deficiências nutricionais e adotar medidas preventivas, promovendo não apenas a saúde capilar, mas também a qualidade de vida nessa fase de transição.Evite também consumir leite e derivados junto com refeições ricas em ferro. O cálcio presente nesses alimentos pode inibir a absorção do mineral e prejudicar a eficácia das medidas para tratar ou prevenir a deficiência.Outro sintoma neurológico associado à deficiência de ferro é a síndrome das pernas inquietas, que provoca um desejo irresistível de mover as pernas, sobretudo à noite, podendo interferir significativamente na qualidade do sono e no bem-estar.

Além desses sintomas, a deficiência de ferro pode causar palidez e tontura, que são sinais clássicos e frequentemente relatados em quadros de deficiência do mineral. Fique atenta caso note esses sintomas associados à queda de cabelo, pois podem indicar a necessidade de investigação médica e exames laboratoriais.

O que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda sobre a prevenção e o manejo da deficiência de ferro e anemia em mulheres

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a deficiência de ferro e a anemia ferropriva são questões de saúde pública em todo o mundo, especialmente entre mulheres na faixa etária reprodutiva. A OMS estabelece recomendações claras para a prevenção, diagnóstico e tratamento dessa condição:

  • Triagem e diagnóstico: A OMS recomenda o monitoramento periódico dos níveis de hemoglobina e ferritina em mulheres com sintomas sugestivos ou de risco, como menstruação intensa, gestação, ou durante a perimenopausa.
  • Suplementação: Quando necessário e sob orientação de um profissional de saúde, a suplementação de ferro deve ser utilizada para corrigir as deficiências, especialmente em populações vulneráveis.
  • Educação alimentar: Incentivar dietas balanceadas, enfatizando alimentos ricos em ferro de fácil absorção e associando-os a fontes de vitamina C, enquanto se orienta evitar alimentos ou bebidas que dificultam a absorção do mineral.
  • Abordagem multifatorial: A OMS destaca a importância de considerar fatores como doenças crônicas, infecções, saúde intestinal e outras deficiências nutricionais, além da investigação de causas ginecológicas em casos de perda excessiva de sangue.
  • Promoção de saúde: A OMS recomenda campanhas de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da anemia, para melhorar a saúde geral e a qualidade de vida das mulheres.

Seguir as orientações da OMS é fundamental para prevenir as consequências da deficiência de ferro e reduzir o impacto dessa condição na saúde capilar e no bem-estar geral, especialmente durante períodos de transição hormonal, como a perimenopausa.

Nota: O termo ‘perimenopausa’ é utilizado para descrever com maior precisão o período de transição caracterizado por flutuações hormonais, antes da menopausa em si, e corresponde justamente à fase em que muitas dessas alterações hormonais e sintomas relatados no texto são mais prevalentes.

Fontes Oficiais

  • Ministério da Saúde – Deficiência de ferro e anemia ferropriva
  • Drauzio Varella – Anemia ferropriva
  • Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) – Menopausa e Perimenopausa
  • Viva Saúde Dasa – Anemia Ferropriva
  • Hospital Israelita Albert Einstein – Anemia Ferropriva
Tags: Cabelos caindoFerroQueda de Cabelosaúde

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