Nos últimos anos, o combate à obesidade ganhou novos aliados no mercado farmacêutico, como é o caso do Mounjaro. Este medicamento, muitas vezes administrado através da chamada “caneta”, tem sido utilizado por quem busca perder peso de maneira mais eficiente. Segundo o médico Dr. Mohamed Bakarat – (CRM SP 68874) entender como o Mounjaro funciona, os riscos do uso inadequado e a importância de um acompanhamento profissional é fundamental para alcançar um emagrecimento saudável e sustentável.
Mounjaro tornou-se uma ferramenta popular no combate à obesidade, mas relatos de ausência de emagrecimento ou perda de massa muscular são frequentes. Independentemente da origem – nacional, importada ou manipulada –, muitos procuram o medicamento esperando resultados certeiros, mas esquecem de que a solução vai além da aplicação da “caneta”.
- Atenção à proporção entre emagrecimento e perda de massa muscular ao usar Mounjaro
- Riscos do uso sem acompanhamento ou sem uma estratégia certa
- Importância de adotar medidas integradas para garantir saúde metabólica e emagrecimento duradouro
Por que o Mounjaro sozinho não garante emagrecimento saudável?
O emagrecimento promovido por medicamentos como o Mounjaro ocorre, principalmente, pela redução do apetite e consequente déficit calórico. Contudo, cerca de 40% do peso eliminado pode ser proveniente de massa muscular, não apenas gordura.

Essa perda muscular resulta em uma queda significativa do metabolismo basal, tornando o corpo menos eficiente no gasto energético ao longo do tempo e dificultando tentativas futuras de emagrecimento.
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É comum perder músculo com o uso de canetas para emagrecer?
Muitos pacientes desconhecem que o Mounjaro pode acelerar a sarcopenia – condição caracterizada pela baixa quantidade de músculos. Sempre que o emagrecimento acontece sem a preservação da musculatura, aumenta o risco de se desenvolver um metabolismo lento e resistente à perda de peso.
Ao usar medicamentos sem supervisão adequada, a chance de atingir um estado sarcopênico cresce, tornando o ciclo de ganho e perda de peso ainda mais difícil de controlar nos anos seguintes, mesmo com a retomada do remédio.
- Falta de suporte multiprofissional
- Ausência de atividades de resistência (musculação)
- Baixa ingestão de proteínas no plano alimentar
Como evitar perder massa muscular durante o uso do Mounjaro?
A estratégia mais eficaz envolve a associação de diferentes práticas: reavaliação frequente da dose, ajuste nutricional focado na ingestão de proteínas, realização de exercícios de força e acompanhamento dos níveis hormonais e metabólicos.

Orientação profissional é fundamental para adequar cada um desses fatores à rotina do paciente e evitar resultados insatisfatórios. O tratamento sem supervisão pode se tornar perigoso e ineficaz, trazendo riscos comparáveis a dirigir um carro sem freios.
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Riscos e consequências do uso inadequado da caneta Mounjaro para emagrecer
Utilizar o Mounjaro sem acompanhamento médico ou nutricional favorece deficiências nutricionais e agrava problemas clínicos já existentes, como inflamação persistente, distúrbios de sono, estresse crônico e resistência à insulina.
Pacientes com obesidade frequentemente apresentam carências de nutrientes essenciais, que, sem correção adequada, limitam o sucesso do processo de emagrecimento. Treino estruturado, suplementação personalizada e ajustes na alimentação são peças indispensáveis para garantir resultados eficientes e proteger a massa muscular.
Manter a saúde e o metabolismo ao emagrecer é possível
Estratégias integradas e o acompanhamento profissional tornam possível conquistar o emagrecimento sem sacrificar os músculos e a vitalidade do organismo. Essa abordagem contribui para uma perda de peso sustentável, maior disposição e melhor desempenho físico no dia a dia.
- Até 40% do peso perdido com o Mounjaro pode ser músculo, prejudicando o metabolismo.
- Sem suporte multiprofissional, o risco de sarcopenia e recuperação do peso é elevado.
- Um tratamento bem conduzido associa ajuste de dose, alimentação adequada, treino e avaliação clínica, promovendo resultados mais seguros e duradouros.
O que a OMS recomenda sobre medicamentos para emagrecimento
A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que o tratamento da obesidade deve ser sempre individualizado, baseado em uma abordagem multifatorial e supervisionado por profissionais de saúde. Segundo as diretrizes da OMS, o uso de medicamentos para emagrecimento, incluindo as chamadas “canetas” como Mounjaro, só deve ocorrer em situações bem indicadas, geralmente quando mudanças no estilo de vida (alimentação equilibrada, aumento da atividade física e modificação comportamental) não produzem resultados suficientes ou quando há risco aumentado devido às comorbidades da obesidade.

A OMS enfatiza que medicamentos para perda de peso não substituem a necessidade de hábitos saudáveis. O acompanhamento multiprofissional — envolvendo médicos, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos — é recomendado para minimizar riscos, monitorar efeitos colaterais e garantir resultados duradouros. Além disso, a OMS reforça que a perda rápida e descontrolada de peso pode trazer consequências graves, como a perda acentuada de massa muscular, deficiências nutricionais e problemas metabólicos, sendo essencial priorizar sempre a saúde geral e o bem-estar do paciente.
Por isso, usar medicamentos como o Mounjaro sem avaliação médica e plano de saúde personalizado pode resultar em mais riscos do que benefícios. A OMS reforça a importância da educação em saúde, do acesso a serviços adequados e da adoção de estratégias integradas para o controle saudável do peso.
Fontes Oficiais
- CNN Brasil – Almonjaro, remédio contra obesidade mais poderoso, chega ao Brasil: entenda como funciona
- G1 – Remédio Almonjaro é aprovado para obesidade: saiba como age e riscos do uso
- UOL VivaBem – Tirzepatida (Almonjaro): entenda a nova geração de remédios para emagrecer
- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) – Informações e recomendações oficiais
- OMS – Obesidade e sobrepeso: recomendações e informações oficiais









