Refrescar o pet quando os termômetros sobem é um desafio que exige adaptação, já que o corpo do animal retém muito calor. Entender como refrescar seu cachorro e ajustar a rotina com sombra, hidratação e horários seguros é a única forma de evitar o superaquecimento e garantir o bem-estar e a saúde dele durante todo o verão.
Por que o calor afeta tanto os cães e o bem-estar?
Diferente dos humanos, os cães não transpiram pelo corpo inteiro para regular a temperatura. A principal forma de liberar o calor é através da respiração (ficando ofegante) e pelas almofadinhas das patas. Em dias muito quentes, esse mecanismo natural pode não ser suficiente, deixando o animal exausto e em risco.
Segundo o American Kennel Club, oferecer sombra constante, ventilação e água fresca é essencial. Essas medidas básicas ajudam o corpo do cão a manter o equilíbrio térmico e reduzem drasticamente o desconforto causado pelo clima abafado.

A pelagem atrapalha ou ajuda a controlar a temperatura?
Muitas pessoas acreditam que tosar o cachorro “na máquina zero” é a melhor solução para o calor, mas isso pode ser um erro. A pelagem funciona como um isolante térmico natural, protegendo a pele contra queimaduras solares e ajudando a bloquear parte do calor externo.
A tosa deve ser feita apenas com orientação profissional. Na maioria dos casos, escovar o pet frequentemente para remover os pelos mortos já melhora a circulação de ar na pele e alivia a sensação térmica sem retirar a proteção natural dele.
Quais cuidados simples refrescam o pet dentro de casa?
O ambiente onde o cão passa o dia define o nível de conforto dele. De acordo com o PetMD, os cães podem sofrer com o calor mesmo dentro de casa se não houver circulação de ar adequada.
Alguns ajustes práticos na rotina fazem toda a diferença:
- Hidratação: Mantenha potes de água fresca em vários pontos da casa.
- Toalhas úmidas: Use toalhas molhadas ou borrifadores suaves para refrescar o corpo do animal.
- Ventilação: Deixe o pet em locais com corrente de ar ou acesso a pisos frios.
- Sombra: Evite que ele fique exposto ao sol que entra pelas janelas nos horários de pico.
Para complementar os cuidados, o perfil da Petz (@petz), que conta com mais de 933 mil seguidores, preparou um material visual com estratégias eficientes para adaptar a rotina do seu amigo de quatro patas nos dias quentes.
Confira as orientações no vídeo abaixo:
Como o horário do passeio influencia a saúde do animal?
Caminhar sob o sol forte é um dos maiores riscos para os cães no verão. O asfalto quente pode queimar gravemente as almofadinhas das patas e o esforço físico aumenta a temperatura corporal rapidamente.
A regra de ouro é passear antes das 9h da manhã ou depois das 18h. Antes de sair, faça o teste da mão: coloque a palma da mão no chão por dez segundos. Se estiver quente demais para você, estará insuportável para o seu cachorro.

Quais sinais indicam que o cachorro está sofrendo com o calor?
É fundamental observar a linguagem corporal do animal. Respiração excessivamente acelerada, língua muito para fora, gengivas vermelhas ou pálidas e busca incessante por lugares frios são sinais de alerta.
Se o cão apresentar fraqueza, desorientação ou recusar-se a andar, leve-o imediatamente para um local fresco e ofereça água. Caso os sintomas persistam, a busca por ajuda veterinária é indispensável para evitar a hipertermia.









