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Início Curiosidades

Nova super-Terra com órbita de 61 dias e quase sete vezes maior que o nosso planeta é descoberta

Laila Por Laila
01 março 2026 21:15
Em Curiosidades
Nova super-Terra com órbita de 61 dias e quase sete vezes maior que o nosso planeta é descoberta

Astrônomos confirmam novo planeta em sistema solar a noventa anos-luz

Imagine um mundo quase sete vezes maior que a Terra, completando uma volta ao redor de sua estrela a cada 61 dias. Pois esse planeta existe e acaba de ser confirmado por uma equipe internacional de astrônomos. Batizado de HD 176986 d, essa super-Terra é a mais nova membra de um sistema planetário localizado a 91 anos-luz de nós, na constelação de Vulpecula.

O que significa “super-Terra”? É parecido com o nosso planeta?

Apesar do nome, uma super-Terra não é necessariamente um planeta parecido com o nosso. O termo é usado pelos cientistas para classificar mundos que têm massa maior que a da Terra, mas muito menor que a de gigantes como Júpiter e Saturno. HD 176986 d entra nessa categoria com suas 6,8 massas terrestres.

Esses planetas são os mais comuns na galáxia, mas cada nova descoberta ajuda os astrônomos a entender melhor como os sistemas solares se formam. O novo vizinho cósmico não está sozinho: ele divide o sistema com outros dois planetas já conhecidos, um menor e um maior que ele.

O novo vizinho cósmico não está sozinho: ele divide o sistema com outros dois planetas já conhecidos, um menor e um maior que ele

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Como os astrônomos conseguiram enxergar um planeta tão distante?

Detectar um mundo a 91 anos-luz não é tarefa fácil. Os cientistas usaram uma técnica chamada velocidade radial, que funciona assim: quando um planeta orbita uma estrela, sua gravidade faz a estrela “balançar” ligeiramente. Instrumentos de altíssima precisão conseguem medir esse balanço. Foram necessárias mais de 350 noites de observação com telescópios no Chile e na Espanha para confirmar a existência de HD 176986 d.

O desafio era enorme porque planetas com órbitas mais longas, como esse (61 dias), produzem um sinal muito fraco. A equipe usou ferramentas especiais para filtrar ruídos e garantir que não era engano causado por manchas na superfície da estrela.

Planeta no sistemaMassa (em relação à Terra)Duração do ano (em dias)
HD 176986 b5 vezes maiorApenas 6,5 dias
HD 176986 c10 vezes maior16,8 dias
HD 176986 d6,8 vezes maior61,4 dias
Instrumentos de altíssima precisão conseguem medir esse balanço

O que torna esse planeta tão especial para a ciência?

Embora existam milhares de exoplanetas catalogados, combinações como a de HD 176986 d são raríssimas. Ele pertence a um seleto grupo de apenas 12 planetas conhecidos que têm massa relativamente pequena (menos de 7 vezes a da Terra) e órbita mais longa (acima de 50 dias). É como encontrar uma agulha no palheiro cósmico.

A estrela que ele orbita, uma anã laranja chamada HD 176986, é um pouco menor e mais fria que o Sol, com cerca de 4,3 bilhões de anos. Desde 2018, os astrônomos sabiam que ela abrigava dois planetas, mas a confirmação do terceiro mostra que sistemas planetários podem ser mais populosos do que imaginávamos.

Ele pertence a um seleto grupo de apenas 12 planetas conhecidos que têm massa relativamente pequena (menos de 7 vezes a da Terra) e órbita mais longa (acima de 50 dias)

Quais são os segredos que esse sistema planetário pode revelar?

Ter três super-Terras em órbitas tão diferentes (6, 16 e 61 dias) é um prato cheio para os cientistas. Isso sugere que o sistema passou por uma história caótica, com planetas migrando de suas posições originais ao longo de milhões de anos. Estudar sistemas assim ajuda a entender como o nosso próprio sistema solar se formou e evoluiu.

  • Planeta b: ano curtíssimo de apenas 6,5 dias, superquente e provavelmente rochoso.
  • Planeta c: o gigante da família, com 10 vezes a massa da Terra e órbita de 16 dias.
  • Planeta d: o recém-chegado, com órbita mais tranquila de 61 dias, numa região mais fria do sistema.

Como será que é viver em um planeta assim?

Se você pudesse visitar HD 176986 d, o céu seria muito diferente do nosso. A estrela-mãe, sendo uma anã laranja, teria um tom mais alaranjado que o Sol. Como o planeta está mais distante que os outros dois, provavelmente é um mundo frio, com temperaturas abaixo de zero. Mas não espere paisagens familiares: super-Terras podem ter atmosferas espessas, oceanos de lava ou até serem completamente cobertas por gelo.

O canal IAC Astrofísica, com mais de 7,6 mil inscritos, publicou uma animação que mostra como seria esse sistema planetário visto de perto. A recreação artística ajuda a imaginar os três mundos orbitando sua estrela alaranjada.

Os detalhes da descoberta foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics e estão disponíveis para quem quiser se aprofundar no estudo original. Mas o resumo é esse: o universo acaba de ganhar um novo e intrigante membro na vizinhança cósmica.

Tags: AstronomiaCuriosidadesespaço

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