O dia começa antes das cinco da manhã na Ponta do Seixas, o ponto mais oriental do continente americano. A poucos km dali, 515 hectares de Mata Atlântica preservada cortam o centro urbano de João Pessoa, a terceira capital mais antiga do Brasil, fundada em 1585.
A capital que já teve cinco nomes em quatro séculos
Batizada como Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, a capital paraibana virou Filipeia em homenagem ao rei espanhol Filipe II, depois Frederikstad durante a ocupação holandesa, e mais tarde Paraíba do Norte. O nome atual é uma homenagem ao presidente do estado João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, assassinado em 1930 no Recife, fato que ajudou a deflagrar a Revolução de 1930.
Esse passado está gravado nas 502 edificações tombadas pelo Iphan no centro histórico, em uma área de 370 mil m² que reúne estilos barroco, rococó, art nouveau e art déco. O Teatro Santa Roza, inaugurado em 1889, é o terceiro mais antigo do país e conserva o interior revestido em madeira pinho de riga.

A floresta urbana que rendeu selo da ONU
A Mata do Buraquinho, encravada entre bairros movimentados, abriga o Jardim Botânico Benjamim Maranhão e é considerada um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica em área urbana do Brasil. Em 1992, durante a Eco-92, a cidade recebeu o reconhecimento de segunda capital mais verde do mundo, atrás apenas de Paris.
Desde então, a Prefeitura de João Pessoa conquistou três vezes consecutivas o selo Tree Cities of the World, concedido pela Arbor Day Foundation e pela FAO/ONU. A meta municipal é plantar 500 mil mudas até 2030. Para o morador, o resultado aparece no cotidiano: são mais de 47 m² de área verde por habitante.
Como é morar na Porta do Sol?
João Pessoa tem população estimada em 897.633 habitantes, segundo o IBGE (2025), e registrou crescimento de 1,01%, acima da média nacional de 0,39%. O IDHM é de 0,763, o mais alto da Paraíba. Bairros como Manaíra, Tambaú e Bancários combinam infraestrutura completa com proximidade da orla ou de áreas verdes.
O custo de vida é mais acessível que em capitais como Recife e Salvador. A orla tem restrição de altura para edifícios, o que mantém a ventilação natural e a vista livre do mar. Todo dia, de segunda a sábado, a avenida litorânea é fechada até as 8h para prática de esportes. A cidade também vem atraindo novos moradores de outras regiões, com grupos de integração que já reúnem centenas de participantes.

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O que fazer em Jampa além das praias?
A capital paraibana oferece atrações para todos os ritmos, do mergulho em piscinas naturais ao barroco colonial. Estes são os passeios que vale colocar no roteiro:
- Ponta do Seixas e Farol do Cabo Branco: o ponto mais oriental das Américas, oficializado em 1941 pelo Ministério da Marinha. O farol triangular de 40 m oferece vista panorâmica de toda a orla, conforme a Destino Paraíba.
- Piscinas naturais de Picãozinho e do Seixas: formações de corais a cerca de 1,5 km da praia de Tambaú, acessíveis de catamarã na maré baixa. Peixes coloridos nadam ao alcance das mãos.
- Centro Histórico: roteiro a pé pela Praça Antenor Navarro com seus casarões coloridos, Hotel Globo (1929), Casa da Pólvora (1710) e igrejas barrocas dos séculos XVII e XVIII, segundo a Prefeitura de João Pessoa.
- Pôr do sol do Jacaré: em Cabedelo, a 10 km do centro, o saxofonista Jurandy do Sax toca o Bolero de Ravel sobre uma embarcação enquanto o sol mergulha no estuário do Rio Paraíba. O ritual se repete desde 1980.
- Estação Cabo Branco: projetada por Oscar Niemeyer, inaugurada em 2008, oferece exposições de arte e ciência com entrada gratuita.
Quem planeja viajar para João Pessoa, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Partiu de Férias, que conta com mais de 308 mil visualizações, onde Anderson Mena mostra os 8 melhores passeios na capital da Paraíba, incluindo as Piscinas Naturais do Seixas e o pôr do sol na Praia do Jacaré:
Quando o clima favorece cada tipo de passeio?
O clima tropical úmido garante calor o ano inteiro, mas a distribuição das chuvas faz diferença na escolha do roteiro. Confira o resumo por período:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar conforme o ano.
Como chegar à capital paraibana?
O Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto, em Bayeux, fica a cerca de 15 km do centro e recebe voos diretos de São Paulo, Brasília, Recife e outras capitais. De Recife, o acesso por terra é pela BR-101, com cerca de 120 km e 1h40 de viagem. A rodoviária de João Pessoa opera linhas regulares para as principais cidades do Nordeste.
A cidade onde o sol chega primeiro e a pressa chega por último
João Pessoa combina patrimônio colonial de quatro séculos, uma floresta urbana que impressiona até organismos da ONU e um litoral de 24 km com águas mornas e piscinas de coral. O ritmo da Porta do Sol é mais lento que o de outras capitais nordestinas, e esse é justamente o ponto.
Você precisa ver o sol nascer na Ponta do Seixas, caminhar entre os casarões coloridos do centro e provar um rubacão antes de decidir se fica só de passagem ou se muda de vez para Jampa.









