No norte do Rio Grande do Sul, a 438 km de Porto Alegre, uma cidade pequena esconde sob o chão mais de 100 garimpos e um circuito turístico que mistura minas subterrâneas, gastronomia dentro de cavernas e cristais em cada esquina. Ametista do Sul transforma pedra bruta em experiência.
O que faz de Ametista do Sul um destino único no Brasil
A região concentra a maior jazida de pedra ametista do mundo, segundo a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul. São mais de 100 garimpos catalogados, metade deles ainda em operação, com galerias que alcançam até 60 metros de profundidade. O subsolo da cidade funciona como um labirinto de túneis escavados ao longo de décadas.
Emancipada em 1992, Ametista do Sul nasceu da mineração e se reinventou pelo turismo. As minas desativadas foram adaptadas para receber visitantes: viraram museus, restaurantes, vinícolas e até espaços de meditação. Essa transformação fez da cidade um destino sem paralelo no país.

Quais são as principais atrações subterrâneas?
O grande diferencial de Ametista do Sul é o turismo que acontece debaixo da terra. As atrações combinam história da mineração com experiências sensoriais que só existem aqui.
- Ametista Parque Museu: um dos mais visitados da cidade, com acervo de minerais e passeio guiado por galerias subterrâneas. Abriga a maior e mais valiosa pedra ametista já encontrada na região.
- Complexo Belvedere Mina: reúne o primeiro restaurante subterrâneo do Brasil, piscina aquecida dentro da mina, adega, vinícola, tirolesa e hospedagem. Os visitantes podem assistir a uma detonação real de rocha com pólvora.
- Geoparque Subterrâneo: percurso guiado por galerias que revelam a formação geológica das ametistas e a história dos garimpeiros.
- Vinícola Ametista: vinhos maturados em galerias a 300 metros de profundidade, onde temperatura e umidade naturais favorecem o envelhecimento.
Quem busca um destino místico e inesquecível, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Só por viajar, que conta com mais de 170 mil visualizações, onde Lari e Álvaro mostram um roteiro completo pelas minas e piscinas subterrâneas de Ametista do Sul:
O que ver na superfície da capital da ametista?
Nem tudo acontece no subsolo. A Paróquia São Gabriel, na praça central, tem o interior inteiramente revestido com pedras de ametista. A pia batismal é talhada em um único bloco do mineral. É uma das poucas igrejas do mundo com esse tipo de acabamento.
Na mesma praça, a Pirâmide Esotérica funciona como espaço de meditação com cristais nas paredes e no centro da estrutura. O turismo místico é uma das marcas da cidade, que atrai visitantes em busca de experiências ligadas à energia das pedras. Para quem prefere ar livre, o Sítio São Valentin oferece turismo rural com café colonial, colheita de morangos e produção artesanal de geleias.
Quando o clima favorece cada tipo de passeio?
O clima subtropical garante estações bem definidas. Como a maioria das atrações é subterrânea, Ametista do Sul funciona bem o ano inteiro, inclusive em dias de chuva.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Ametista do Sul?
O aeroporto mais próximo é o de Chapecó, em Santa Catarina, a cerca de 90 km. De lá, o trajeto de carro pela RS-406 e RS-324 dura aproximadamente 1h15. Quem sai de Porto Alegre percorre 438 km pela BR-386, em cerca de 5h30 de viagem. A cidade também fica a 167 km de Passo Fundo, o que permite combinar destinos na mesma rota.
Conheça o tesouro escondido no norte gaúcho
Poucas cidades no Brasil oferecem a chance de almoçar dentro de uma mina, provar vinhos maturados a dezenas de metros de profundidade e entrar em uma igreja forrada de cristais, tudo no mesmo dia. Ametista do Sul é pequena em tamanho, mas guarda no subsolo experiências que não se repetem em nenhum outro lugar.
Reserve um fim de semana prolongado e vá conhecer a cidade que transformou pedra em cultura, gastronomia e aventura sob a terra do Rio Grande do Sul.








