A cafeteira elétrica parece, à primeira vista, a opção que mais pesa na conta por depender diretamente da energia. O café feito no fogão parece ser mais barato, mas o custo do gás e o tempo de fogo alteram essa percepção. A diferença é geralmente pequena por preparo; o que realmente impacta o consumo é a potência da cafeteira, o tempo de uso e a quantidade de café por rodada.
Por que comparar cafeteira elétrica e fogão não é tão simples?
A comparação depende de duas contas diferentes. Na cafeteira elétrica, o gasto vem do consumo em kWh multiplicado pela tarifa da distribuidora. A ANEEL lembra que as tarifas residenciais variam por concessionária e que o valor em R$/kWh do ranking não inclui tributos, iluminação pública e bandeira tarifária.
No fogão, o custo depende do gás usado em cada preparo. No Brasil, o preço do GLP P-13 também varia, e a ANP registrou preço médio de revenda de R$ 110,06 por botijão de 13 kg na semana de 1 a 7 de março de 2026.
Quanto a cafeteira elétrica pode gastar por mês?
Em um exemplo simples, vale imaginar uma cafeteira elétrica de 800 W ligada por 10 minutos por dia. Isso representa cerca de 0,133 kWh por uso. Em 30 dias, o consumo fica perto de 4 kWh no mês.
Se a tarifa final da casa ficar em torno de R$ 1,00 por kWh, esse uso diário custaria aproximadamente R$ 4,00 por mês. Se a tarifa real da sua conta for maior, esse valor sobe na mesma proporção. A lógica é esta: potência da cafeteira elétrica × tempo de uso × tarifa da energia.
Com mais de 1,7 mil visualizações, o vídeo do canal Rota da Invenção mostra quanto uma cafeteira elétrica pode gastar:
Quanto custa preparar café no fogão no mesmo período?
No fogão, a conta depende do tempo de chama e do rendimento do queimador. Em um exemplo doméstico razoável, se o preparo diário consumir algo equivalente a cerca de 20 g de GLP por dia, isso daria 0,6 kg por mês. Com o preço médio nacional de R$ 110,06 por 13 kg, o custo ficaria em torno de R$ 5,08 por mês.
Antes de concluir qual opção pesa mais, vale observar o que mais altera esse resultado:
- Potência e tempo real de uso da cafeteira elétrica
- Tempo de chama acesa no fogão
- Quantidade de café preparada por vez
- Tarifa de energia e preço do gás na sua região

Quando a cafeteira elétrica tende a compensar mais?
A cafeteira elétrica costuma compensar melhor quando o preparo é rápido, diário e em quantidade parecida. Ela também traz mais previsibilidade, porque o consumo é relativamente fácil de estimar e costuma ser baixo por ciclo quando o aparelho não fica tempo demais na base de aquecimento.
Ela tende a fazer mais sentido em cenários como estes:
- Preparo de café uma ou duas vezes por dia
- Rotina com pouco tempo para acompanhar o fogão
- Uso de quantidade padronizada de água e pó
- Desligamento logo após o preparo, sem manter aquecimento por muito tempo
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O que gasta menos no fim das contas?
Em muitos cenários domésticos, a diferença entre os dois métodos é pequena e pode até inverter conforme o hábito da casa. A cafeteira elétrica é mais econômica que o fogão, a não ser que seja potente ou a jarra fique aquecida por muito tempo. Já no fogão, o gasto sobe quando a chama fica aberta além do necessário.
No fim, a resposta mais honesta é esta: a cafeteira elétrica geralmente não pesa tanto quanto parece, e pode até sair mais em conta no uso diário controlado. Para comparar, verifique a potência do seu aparelho, a tarifa da conta e compare com o preço do botijão na sua região. A economia maior, quase sempre, vem menos do método e mais do hábito de uso.









