Uma descoberta arqueológica impressionante trouxe à tona um raro vestígio da vida luxuosa no Egito antigo. Um barco de festa com cerca de 2.000 anos foi encontrado submerso próximo à cidade de Alexandria, revelando detalhes fascinantes sobre celebrações, religião e engenharia naval da época romana.
Como foi feita a descoberta do barco submerso?
O achado foi liderado pelo arqueólogo subaquático Franck Goddio, em parceria com o Instituto Europeu de Arqueologia Subaquática. O navio estava a apenas 7 metros abaixo da superfície, coberto por cerca de um metro e meio de sedimentos marinhos. A localização estratégica, próxima à antiga ilha de Antirhodos, parte do porto Portus Magnus, reforça a relevância histórica do achado. Esse tipo de embarcação já havia sido descrito por escritores antigos, mas nunca encontrado fisicamente até agora.

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Quais características tornam esse barco tão especial?
O barco identificado pertence ao tipo conhecido como “Thalamegos”, embarcações luxuosas usadas para festas e eventos. As dimensões estimadas impressionam e indicam uma construção sofisticada para a época.
Entre os principais aspectos observados pelos arqueólogos, destacam-se:

Qual era a função desses barcos na antiguidade?
Esses barcos eram símbolos de luxo e entretenimento no Egito romano. O historiador Estrabão descreveu essas embarcações como espaços de música, dança e celebração contínua, onde o convívio social era intenso e descontraído.
Os Thalamegos desempenhavam múltiplas funções, incluindo:
- Eventos festivos com música e dança
- Deslocamento de elites e figuras importantes
- Possíveis rituais religiosos em ambientes aquáticos
- Demonstração de poder e riqueza

Por que o barco afundou e qual sua ligação com o templo de Ísis?
Uma das hipóteses mais relevantes sugere que o barco afundou durante a destruição do templo da deusa Ísis, localizado a menos de 50 metros do local do naufrágio. Esse evento ocorreu por volta de 50 d.C., quando terremotos e tsunamis atingiram a região. Caso essa teoria seja confirmada, o barco pode ter tido uma função religiosa, possivelmente substituindo o pavilhão central por um pequeno templo dedicado à deusa Ísis. Isso reforça a conexão entre navegação e espiritualidade no Egito antigo.
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O que acontecerá com o naufrágio agora?
Apesar da importância histórica, os arqueólogos optaram por manter o barco no fundo do mar. A decisão segue recomendações da UNESCO, que prioriza a preservação in situ de patrimônios subaquáticos. Após os estudos iniciais, o local será novamente coberto para garantir sua conservação. A expectativa é que essa descoberta contribua significativamente para o entendimento da vida cotidiana, das práticas religiosas e do luxo no Egito durante o período romano.









