A 50 km da capital, Jundiaí acordou no topo do ranking nacional. O Índice de Progresso Social (IPS) 2025 avaliou 5.570 municípios brasileiros e colocou a cidade na terceira posição, atrás apenas de duas cidades pequenas do interior paulista.
Por que Jundiaí aparece sempre no topo dos rankings?
A cidade combina saneamento quase universal, rede de saúde estruturada e bons índices de educação, segundo dados da Prefeitura de Jundiaí. O município é reconhecido como Cidade Saudável pela Universidade de Toronto, no Canadá, por integrar a Rede Mundial de Cidades Saudáveis.
No estudo Desafios da Gestão Municipal, divulgado pela Prefeitura de Jundiaí, a cidade também ficou em terceiro entre os 100 maiores municípios do país. Esse resultado analisou 15 indicadores em segurança, saneamento, educação e saúde.

A maior reserva de Mata Atlântica do interior paulista fica aqui
A Serra do Japi tem 354 km² e é considerada a maior entre os 72 fragmentos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica reconhecidos pela UNESCO. Batizada de Castelo de Águas pelo geógrafo Aziz Ab’Saber, a serra abriga onça-pintada, jaguatirica e mais de 650 espécies de borboletas.
A Fundação Serra do Japi administra a Reserva Biológica Municipal, onde visitas monitoradas acontecem aos finais de semana e feriados. O ponto culminante atinge 1.250 metros de altitude, com divisa entre Jundiaí, Cajamar, Cabreúva e Pirapora do Bom Jesus.

A fruta que nasceu por acaso e virou símbolo da cidade
Em 1933, três cachos rosados apareceram no meio de parreiras de Niagara Branca no bairro Traviú. Foi uma mutação somática espontânea, registrada pela primeira vez na fazenda do imigrante italiano Antonio Carbonari, segundo a Secretaria de Agronegócio.
A Uva Niagara Rosada de Jundiahy é hoje Indicação Geográfica registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a 102ª do país. A primeira Festa da Uva aconteceu em 1934 e segue como uma das maiores celebrações do gênero no Brasil, com tradicional pisa da uva em tinas de madeira aos finais de semana.
O que visitar no cartão-postal da cidade?
Os parques urbanos são o ponto forte do lazer jundiaiense. O maior deles fica às margens da represa que abastece a cidade e concentra boa parte da programação dos moradores.
- Parque da Cidade: 500 mil m² com duas pistas de cooper de 2,1 km cada, jardim japonês e pier para embarcações.
- Reserva Biológica da Serra do Japi: visitas monitoradas gratuitas com trilhas por mata nativa e mirantes.
- Parque da Uva: oficialmente Parque Comendador Antônio Carbonari, sede anual da Festa da Uva.
- Jardim Botânico: integrado ao Parque da Cidade por ciclovia, soma 1,4 milhão de m² de área verde contínua.
- Bairro Traviú: povoado fundado por imigrantes italianos em 1893, onde a Niagara Rosada surgiu.
Quem busca um roteiro de um dia perto de São Paulo, vai curtir esse vídeo do canal TADI viagem, com mais de 28 mil visualizações, onde Tati e Diogo mostram as melhores vinícolas e fazendas de Jundiaí:
Quando o clima ajuda a explorar a cidade?
Jundiaí tem clima ameno, com verões chuvosos e invernos secos. Abril e julho concentram os maiores volumes de chuva, de acordo com médias históricas.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à terra da uva?
De São Paulo, o acesso mais rápido é pela Rodovia dos Bandeirantes ou pela Rodovia Anhanguera, com cerca de 50 km até o centro. De Campinas, a distância cai para 36 km pelas mesmas rodovias. A cidade também conta com estação da CPTM e linha de ônibus intermunicipal ligando a capital e o interior paulista.
Suba a serra e conheça Jundiaí
A cidade mostra que é possível crescer sem abrir mão do verde, da água e do sossego típicos do interior. Entre parreiras centenárias, trilhas na Mata Atlântica e parques movimentados nos fins de semana, a rotina jundiaiense tem outro ritmo.
Você precisa conhecer Jundiaí e entender por que uma cidade entre duas metrópoles virou referência de qualidade de vida no Brasil.









