Em diferentes momentos do dia, cada pessoa adapta o comportamento ao ambiente em que está, e essa dinâmica se intensifica nas redes sociais, onde a construção de máscaras sociais influencia diretamente a autoestima e a saúde mental de adolescentes e adultos.
O que são máscaras sociais nas redes e por que afetam a autoestima?
A expressão máscaras sociais descreve os papéis que uma pessoa assume diante de diferentes grupos, tanto no mundo offline quanto online. Nas redes sociais, esses papéis aparecem em fotos, legendas e comentários que constroem uma imagem de sucesso, felicidade ou autoconfiança, muitas vezes distante do que se sente de verdade.
Essa ideia de papéis sociais remete diretamente ao conceito de Persona, desenvolvido pelo psiquiatra Carl Jung para descrever a face que apresentamos ao mundo para nos protegermos ou nos adaptarmos. Para entender melhor a origem desses conceitos e a trajetória do pensador que revolucionou nossa visão sobre a personalidade, o canal @PedroPsicologo apresenta uma biografia detalhada de Jung no vídeo abaixo:
Como as redes sociais reforçam as máscaras sociais?
As principais plataformas funcionam como um grande palco em que cada um mostra apenas recortes da vida. Em vez da totalidade da experiência, aparecem momentos editados que constroem narrativas idealizadas, reforçando a necessidade de manter uma máscara social sempre positiva e admirável.
Esse movimento é visível em redes como Instagram, Facebook e TikTok, onde filtros, tendências e algoritmos incentivam comparações constantes. A seguir, alguns pontos ajudam a entender como isso acontece:
- No Instagram, a exposição a fotos editadas cria pressão por padrões estéticos inatingíveis
- No Facebook, conquistas e viagens viram parâmetro de sucesso e valor pessoal
- No TikTok, vídeos rápidos e trends reforçam ideais de corpo, estilo de vida e popularidade
Por que adolescentes são mais vulneráveis às máscaras online?
Entre 12 e 17 anos, o cérebro ainda está em desenvolvimento e a identidade está em formação. Nessa fase, a comparação diária com influenciadores, colegas e celebridades nas redes aumenta a sensação de inadequação e a insegurança sobre aparência, habilidades e valor pessoal.
Adolescentes passam a moldar o comportamento quase exclusivamente para caber em expectativas digitais, com medo de críticas, bullying virtual ou exclusão. Para entender como reduzir esse impacto, é útil observar estratégias práticas sugeridas por especialistas:
- Limitar o tempo diário de uso de telas para lazer, especialmente à noite
- Conversar abertamente em casa sobre conteúdos vistos e emoções despertadas
- Incentivar esportes, artes e convivência offline para fortalecer vínculos reais

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Como desenvolver autenticidade e reduzir o peso das máscaras sociais?
O caminho para uma identidade mais autêntica começa com autoconhecimento. Observar em quais situações surge a sensação de estar atuando, definir valores pessoais e praticar pequenas doses de sinceridade ajuda a diminuir a distância entre o que se mostra e o que se é, sem abandonar a educação nem a privacidade.
A Terapia Cognitivo Comportamental pode auxiliar a identificar pensamentos como “nunca posso errar” ou “se eu não postar, serei esquecido” e substituí los por ideias mais realistas. Rever quem se segue, reduzir o uso de filtros e fazer pausas conscientes das redes fortalece a autoestima, diminui a comparação e devolve às máscaras sociais o papel de ferramenta flexível de convivência, e não de prisão diária.









