Araras cruzam o céu da Avenida Afonso Pena enquanto as copas formam túneis de sombra sobre o asfalto. Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, abriga o maior aquário de água doce do planeta e ocupa o 2º lugar entre as capitais brasileiras em qualidade de vida.
Por que essa capital é considerada a 2ª melhor em qualidade de vida do país?
Campo Grande conquistou a 2ª posição entre as capitais brasileiras no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025, com 69,63 pontos, atrás apenas de Curitiba por uma margem de 0,37%. No ranking geral, que avaliou 5.570 municípios, a Cidade Morena aparece em 13º lugar nacional, segundo a Prefeitura de Campo Grande.
O estudo conduzido pelo Instituto Imazon avaliou 57 indicadores sociais e ambientais, organizados em três pilares, necessidades básicas, bem-estar e oportunidades. No Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, a capital ocupa a 4ª posição entre as capitais, com nota 0,8101.

O título mundial que coloca Campo Grande no mapa da sustentabilidade
Pelo sexto ano consecutivo, Campo Grande recebeu o título de Tree City of the World, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em parceria com a Fundação Arbor Day. É a única capital brasileira a manter o selo desde a criação do programa em 2019, conforme divulgado pela Prefeitura.
Os dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam o motivo. 91,4% dos domicílios estão em vias com pelo menos uma árvore, o maior índice entre todas as capitais brasileiras, contra média nacional de 66%. A área verde por habitante supera 70 m², quase seis vezes acima do mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A florada dos ipês entre junho e outubro transforma a Avenida Afonso Pena em corredores rosa, amarelos e brancos.

O que visitar na porta de entrada para Pantanal e Bonito?
O roteiro urbano combina natureza, arquitetura assinada e cultura de povos diversos. Várias atrações ficam a poucos minutos do centro e têm entrada gratuita.
- Bioparque Pantanal: o maior aquário de água doce do mundo, com 19 mil m², quase 5 milhões de litros e 33 tanques que reproduzem habitats do Pantanal, da Amazônia, da África e da Ásia. Entrada gratuita com agendamento prévio.
- Parque das Nações Indígenas: um dos maiores parques urbanos do país, com 119 hectares, lagos, ciclovia e fauna silvestre solta entre os visitantes.
- Memorial da Cultura Indígena: oca terena de 16 metros de altura que abriga acervo dos povos originários do estado.
- Mercadão Municipal: ponto de encontro para tereré gelado, pastéis e produtos regionais no centro histórico.
- Parque Ecológico do Sóter: 22 hectares com pista de skate, ciclovia e quiosques, programa de domingo em família.
A herança da imigração okinawana virou identidade gastronômica. Os pratos mais procurados:
- Sobá: tombado como patrimônio cultural imaterial do município pelo decreto 9.685, de 2006, é vendido em mais de 25 barracas da Feira Central.
- Espetinho com mandioca: símbolo da culinária pantaneira, servido nas barracas e em casas tradicionais.
- Tereré: a versão gelada do mate compartilhada nas calçadas e praças durante o calor do cerrado.
- Chipa paraguaia: pãozinho de queijo feito com polvilho e influência do povo guarani, vendido nas feiras pela manhã.
Quem vai para Campo Grande sem saber o que esperar, vai curtir esse vídeo:
Quando o clima favorece cada tipo de passeio?
O clima tropical do cerrado garante dias quentes quase o ano todo. As chuvas concentram-se no verão e o inverno seco abre o céu para passeios ao ar livre:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar conforme o ano.
Como chegar à capital sul-mato-grossense?
O Aeroporto Internacional de Campo Grande recebe voos diretos das principais capitais brasileiras e funciona como base para visitar o Pantanal e Bonito. A capital fica a 1.601 km de Brasília e a 2.208 km de São Paulo por rodovia.
Bonito está a cerca de 300 km de carro pela BR-060, com tempo médio de 3h30. O Pantanal Sul começa a aproximadamente 140 km pela BR-262, no acesso por Aquidauana e Miranda. Segundo a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, a capital deixou de ser ponto de passagem e virou destino de lazer, negócios e aventura.
Conheça a capital mais arborizada do Brasil
Campo Grande cresceu para perto de um milhão de habitantes sem abrir mão das árvores que lhe deram identidade. São seis títulos mundiais de arborização, a 2ª melhor qualidade de vida entre as capitais e um aquário de 5 milhões de litros com entrada gratuita no meio de um parque urbano.
Você precisa pisar na terra vermelha, tomar um tereré na calçada e assistir às araras cruzarem a Avenida Afonso Pena para entender por que a Cidade Morena virou o endereço mais surpreendente do Centro-Oeste brasileiro.








