O Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, voltou ao centro das atenções graças a novas escavações subaquáticas que utilizam tecnologia de ponta para estudar blocos monumentais submersos no porto de Alexandria, permitindo uma compreensão mais clara de sua arquitetura, de seu papel na navegação antiga e de como projetos digitais atuais começam a reconstruir virtualmente esse símbolo do Mediterrâneo.
O que foi o Farol de Alexandria e por que ele é tão importante?
O Farol de Alexandria foi construído entre 280 e 247 a.C., na ilha de Faros, durante o período helenístico. Com altura estimada acima de 100 metros, servia como referência essencial para navios que entravam em um dos portos mais movimentados do mundo antigo.
Para visualizar a grandiosidade dessa estrutura e entender as inovações tecnológicas que a tornaram uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, vale conferir a reconstrução detalhada feita pelo canal @CanalHistory. No vídeo abaixo, o criador explora os detalhes arquitetônicos e o funcionamento do sistema de espelhos que guiava os navegantes:
O que as novas descobertas revelam sobre o Farol de Alexandria?
Escavações recentes no fundo do porto de Alexandria recuperaram blocos de granito e calcário com dezenas de toneladas, associados à estrutura original do farol. Em 2025, uma operação de grande porte resgatou 22 blocos monumentais, incluindo partes da entrada principal.
Entre os elementos identificados, arqueólogos encontraram peças-chave da arquitetura. Esses achados ajudam a entender o tamanho real da construção, o estilo decorativo e as soluções de engenharia usadas em uma das mais impressionantes obras da Antiguidade.
Quais estruturas do farol foram encontradas no fundo do mar?
A área submersa em frente à atual Alexandria é tratada como um grande campo de destroços. Pesquisadores catalogam cada bloco e utilizam mapas tridimensionais para reconstituir a disposição dos elementos após séculos de terremotos e desabamentos. Entre os achados mais importantes estão peças ligadas a áreas de maior destaque do edifício.
Esses fragmentos permitem reconhecer partes da base, dos acessos e até de estruturas monumentais até então desconhecidas. Entre os elementos resgatados destacam se:
- Dintéis e jambas monumentais da entrada principal, com pesos entre 70 e 80 toneladas
- Soleira e grandes lajes de pavimento do piso original do farol
- Partes de um pílone com porta de estilo egípcio do período helenístico
- Blocos que sugerem plataformas elevadas e trechos decorativos da base

Como a tecnologia digital está ajudando a reconstruir o esse farol?
A reconstrução do Farol de Alexandria combina arqueologia subaquática com recursos digitais avançados. Cada bloco é escaneado em 3D por fotogrametria de alta resolução, criando modelos digitais precisos que podem ser analisados sem risco para as peças originais e integrados em grandes bancos de dados colaborativos.
O projeto PHAROS, financiado pela Fondation Dassault Systèmes, reúne historiadores, numismatas, arquitetos e arqueólogos para montar um verdadeiro quebra cabeça virtual. Para entender como esse trabalho avança passo a passo, algumas etapas se destacam:
- Mapeamento subaquático com sonar e varredura a laser da área do porto
- Digitalização e catalogação de mais de 100 fragmentos diretamente no fundo do mar
- Simulações estruturais para testar a estabilidade das hipóteses de reconstrução
- Criação de um modelo em realidade virtual, permitindo percorrer o farol do chão ao topo
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O Farol de Alexandria poderá ser visto novamente no futuro?
Embora não deva ser reconstruído em pedra, o Farol de Alexandria ganha nova vida no mundo digital. Museus e centros de pesquisa planejam experiências em realidade virtual que permitirão ao público caminhar por sua entrada monumental, observar a organização dos andares e visualizar a luz que guiava os navios no Mediterrâneo.
Ao transformar escombros em patrimônio digital, os pesquisadores oferecem uma resposta concreta a uma antiga pergunta da arqueologia. Com base em evidências físicas e tecnologia de ponta, será possível conhecer com mais precisão como era, de fato, uma das maiores maravilhas arquitetônicas do mundo antigo.






