Formações rochosas que parecem esculpidas a mão e cachoeiras que brotam dentro de furnas profundas. Em Ponta Grossa, no coração dos Campos Gerais paranaenses, a paisagem revela paredões avermelhados moldados pelo vento e pela chuva ao longo de milhões de anos.
Por que estas pedras avermelhadas têm 300 milhões de anos?
Porque a região já foi fundo de mar e depois ficou debaixo de geleiras antes de virar o conjunto rochoso atual. Os arenitos que dão fama ao destino paranaense são rochas sedimentares formadas por sucessivas camadas de areia compactadas durante o período Carbonífero, segundo informação do Governo do Estado do Paraná.
Naquela época, a região fazia parte de um supercontinente chamado Gondwana, que reunia África, Antártica, Oceania, Índia e América do Sul em um único bloco. Foi a ação dos ventos e da chuva, ao longo dos últimos 1,8 milhão de anos, que esculpiu as figuras icônicas, como a Taça, o Camelo e a Proa do Navio.
O Parque Estadual de Vila Velha, onde estão os arenitos, foi o primeiro parque estadual criado no Paraná, em 1953. Em maio de 2026, o local recebeu reconhecimento como Patrimônio Histórico e Cultural do estado, ampliando sua proteção legal e a relevância científica.

Vale a pena viver na Princesa dos Campos?
Vale, principalmente para quem busca cidade média com infraestrutura completa e contato com a natureza. O município é o quarto mais populoso do Paraná e o maior polo industrial do interior, conforme a Prefeitura de Ponta Grossa. A localização estratégica, em um entroncamento rodoferroviário, faz da cidade o centro logístico dos Campos Gerais.
O destino também ganhou destaque entre as cidades inteligentes do país. No Ranking Connected Smart Cities 2025, considerado o principal estudo de cidades inteligentes da América Latina, a cidade aparece na 27ª posição entre todas as brasileiras analisadas e na 9ª da Região Sul. A pesquisa avalia 13 eixos, incluindo mobilidade, saúde, educação e tecnologia.
A vida acadêmica também sustenta a economia local. A presença da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) atrai estudantes de várias regiões e movimenta o setor de serviços. Bairros residenciais ficam a poucos minutos do centro, com acesso fácil aos parques urbanos e às áreas verdes da cidade.

Reconhecimento internacional e estadual
O destino tem chamado atenção do calendário esportivo internacional. O Festival de Balonismo, evento gratuito que acontece no Centro de Eventos da cidade, segue à risca as regras estabelecidas pela Federação Aérea Internacional (FAI), conforme a Prefeitura. A 3ª edição reuniu balonistas de várias regiões, com balões em formatos diferenciados.
O turismo também recebeu chancela do Governo do Paraná. Em janeiro de 2026, cinco atrativos do município foram certificados como Atrativos de Relevante Interesse Turístico Estadual pela Secretaria de Estado do Turismo (SETU): o Lago de Olarias, o Parque Ambiental Governador Manoel Ribas, a Praça Marechal Floriano Peixoto, o Complexo Ferroviário e a Abadia da Ressurreição.
A herança alemã também tem assinatura institucional. A Münchenfest, Festa Nacional do Chope Escuro, é o único evento do gênero no sul do Brasil que conta com apoio do Consulado Alemão, segundo o portal Viaje Paraná. A festa começou em 1990 e celebra a tradição cervejeira local desde os tempos da antiga Cervejaria Adriática.
O que fazer em Ponta Grossa
O destino reúne natureza geológica, parques urbanos e cultura num raio curto de distância. Entre os pontos mais visitados destacam-se:
- Parque Estadual de Vila Velha: a 23 km do centro, abriga arenitos, furnas e a Lagoa Dourada, conforme informação oficial do Governo do Paraná.
- Buraco do Padre: parque de natureza com cachoeira de 30 metros que cai dentro de uma furna, a 26 km do centro, segundo o portal oficial de turismo.
- Cânion e Cachoeira do Rio São Jorge: a 15 km do centro, com paredões rochosos, piscinas naturais e queda de 30 metros.
- Cachoeira da Mariquinha: a 30 km do centro, com queda de 30 metros e trilha curta de 800 metros.
- Capão da Onça: balneário natural próximo da cidade, com várias quedas pequenas e piscinas naturais para banho.
- Parque Ambiental Governador Manoel Ribas: área verde no centro da cidade, certificada como Atrativo de Relevante Interesse Turístico Estadual.
A gastronomia da Princesa dos Campos une raízes paranaenses, tradição alemã e ingredientes regionais. Entre os pratos e itens mais procurados destacam-se:
- Alcatra na Pedra: prato oficial da cidade, segundo o portal Viaje Paraná, servido em pedra quente para finalizar o ponto.
- Chope escuro: bebida-símbolo da Münchenfest, herdeira da antiga Cervejaria Adriática.
- Pratos típicos alemães: joelho de porco, salsichas, chucrute e pretzels marcam presença em restaurantes da cidade.
- Cervejas artesanais: a cidade é considerada um dos grandes centros de produção artesanal do sul do país.
- Pinhão: semente da araucária, comum nas mesas dos Campos Gerais durante o outono e o inverno.
Quem deseja se impressionar com esculturas naturais, cachoeiras e muita tradição no interior do Paraná, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Boa Sorte Viajante – Matheus Boa Sorte, que conta com mais de 183 mil visualizações, onde Matheus Boa Sorte mostra os atrativos de Ponta Grossa, incluindo o Parque Estadual de Vila Velha e o Buraco do Padre:
Quando visitar Ponta Grossa e curtir cada estação?
O melhor período para conhecer a cidade vai de setembro a abril, com dias mais longos e clima favorável para trilhas e cachoeiras. Para quem prefere a programação cultural, o destino paranaense recebe a Münchenfest entre novembro e dezembro e o Festival de Balonismo nos meses de inverno.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à Princesa dos Campos
O acesso aéreo mais próximo é pelo Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, a 113 km do centro. Outra opção é o Aeroporto Sant’Ana, em Ponta Grossa, com voos regionais. De carro, o destino fica a 103 km de Curitiba pela BR-376.
Para quem chega de outras regiões do sul, há ligação direta com Joinville (cerca de 230 km pela BR-101 e BR-376) e Foz do Iguaçu (aproximadamente 540 km pela BR-277).
Conheça a cidade onde a natureza tem milhões de anos
Poucos destinos brasileiros conseguem reunir parque geológico de fama internacional, festas tradicionais alemãs e cachoeiras tão próximas do centro urbano. A Princesa dos Campos transforma uma cidade de porte médio em base perfeita para roteiros de natureza e cultura no interior do Paraná.
Você precisa subir até os Campos Gerais e conhecer Ponta Grossa, onde rochas de 300 milhões de anos dividem espaço com cachoeiras, parques urbanos e a maior festa do chope escuro do Brasil.








