Buracos negros primordiais estão entre os objetos mais intrigantes da cosmologia moderna. Diferentemente dos buracos negros convencionais, que surgem após a morte de estrelas massivas, esses corpos hipotéticos teriam se formado nos primeiros instantes após o Big Bang. Agora, uma nova pesquisa investigou o que poderia acontecer se uma estrela semelhante ao Sol capturasse um desses misteriosos objetos, revelando cenários capazes de transformar completamente a vida e a morte estelar.
O que são os buracos negros primordiais?
Os buracos negros primordiais são objetos teóricos que poderiam ter surgido diretamente do colapso de regiões extremamente densas do Universo primordial. Como não dependem da evolução estelar para existir, eles representam uma categoria muito diferente dos buracos negros observados atualmente.
Alguns cientistas acreditam que esses objetos poderiam até constituir parte da matéria escura, a substância invisível que parece compor grande parte da massa do cosmos. No entanto, sua existência ainda não foi confirmada por observações diretas.

Como uma estrela poderia capturar um buraco negro primordial?
Segundo os pesquisadores, a captura direta de um buraco negro primordial por uma estrela é um evento raro. Entretanto, sistemas contendo planetas ou múltiplos corpos gravitacionais podem aumentar significativamente essa possibilidade.
Os modelos sugerem que o processo pode ocorrer por meio das seguintes etapas:
- O buraco negro primordial se aproxima do sistema estelar.
- Interações gravitacionais alteram sua trajetória.
- O objeto passa repetidamente pelo interior da estrela.
- Com o tempo, perde energia e migra para o núcleo estelar.
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O que acontece quando o buraco negro alcança o centro da estrela?
Após atingir o núcleo, o buraco negro começa a absorver matéria do interior da estrela. Nesse estágio, os pesquisadores descrevem a formação de um objeto chamado informalmente de “estrela Hawking”, uma estrela que abriga um buraco negro em seu interior.
A partir desse momento, a evolução depende da velocidade com que o buraco negro consome o material estelar. Pequenas diferenças nas condições físicas podem levar a resultados completamente distintos.

Quais são os dois destinos possíveis para a estrela?
As simulações identificaram dois cenários principais. No primeiro, a absorção de matéria ocorre rapidamente, formando um disco de acreção ao redor do buraco negro. Esse disco gera ventos e jatos extremamente energéticos capazes de destruir a estrela em pouco tempo.
No segundo cenário, o processo ocorre de forma mais lenta e estável:
- Não se forma um disco de acreção poderoso.
- A estrela permanece ativa por um período prolongado.
- O buraco negro consome lentamente o material estelar.
- Ao final, resta um buraco negro com massa semelhante à da estrela original.

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Como os astrônomos poderiam detectar esses eventos?
Cada um dos cenários produz sinais diferentes que podem ser observados por futuros telescópios e detectores. As explosões rápidas poderiam gerar emissões de raios X, radiação ultravioleta e até fenômenos semelhantes a explosões de raios gama de baixa intensidade.
Já os sistemas que evoluem silenciosamente poderiam deixar para trás buracos negros de baixa massa e rotação extremamente elevada. Além disso, futuras detecções de ondas gravitacionais envolvendo objetos incomuns poderiam fornecer pistas valiosas sobre a existência dos buracos negros primordiais. Se confirmados, esses eventos ajudariam a responder uma das maiores questões da física moderna: a verdadeira natureza da matéria escura e das estruturas formadas nos primeiros momentos do Universo.









