OAB tem um viés ‘estritamente político’, diz o porta-voz da Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil

Oeste entrevista João Alberto da Cunha Filho, vice-presidente da OACB    
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O vice-presidente da OACB, o advogado João Alberto da Cunha Filho | Foto: Arquivo Pessoal
O vice-presidente da OACB, o advogado João Alberto da Cunha Filho | Foto: Arquivo Pessoal

A Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB), criada em 2019, tem ganhado cada vez mais evidência. Seus representantes afirmam que, por causa da iniciativa, sofrem tentativas de intimidação por parte da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sobretudo do presidente da entidade, Felipe Santa Cruz.

Em entrevista a Oeste, o vice-presidente da OACB, o advogado João Alberto da Cunha Filho, destaca que o grupo foi criado para combater a politização da entidade nacional. “Ela não está a representar a categoria e, sim, os interesses de quem está presidindo a OAB Nacional”, afirma. Hoje, a organização conservadora reúne cerca de 60 advogados.

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Cunha Filho afirma que o grupo defende os três pilares fundamentais do conservadorismo: a filosofia grega, o direito romano e a cultura judaico-cristã. Para ele, esse último é o que mais está sob ataque neste momento, sobretudo pela esquerda.

“Mesmo que você não acredite, nós respeitamos. O que não concordamos é que haja uma necessidade premente, principalmente no viés político da esquerda no nosso país, de implodir, de destituir, de pulverizar a cultura judaico-cristão. A isso realmente fazemos oposição. Esses valores acabam sendo perseguidos pela ditadura de esquerda”, destaca Cunha Filho.

Acompanhe as cinco perguntas feitas por Oeste ao porta-voz da Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil.

1. Como surgiu a ideia de criar a Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil? A OACB busca fazer um contraponto à OAB?

A ideia foi exatamente porque nós identificamos que a OAB Nacional está com um viés estritamente político. Ela não está a representar a categoria e, sim, os interesses de quem está presidindo a OAB Nacional. Não fazemos um contraponto, mas seria um combate da politização de um órgão de classe importante e necessário como a OAB.

2. O presidente da OACB, Geraldo Barral, chegou a dizer que a OAB tenta ‘intimidar’. Existe algum tipo de perseguição?

A OAB não só tenta intimidar como se instrumentaliza de ações judiciais. Para você ter uma ideia, depois que fizemos denúncias de crimes que foram perpetrados por deputados federais e senadores, a OAB Nacional, de imediato, propôs uma ação disciplinar, que nós ainda não fomos intimados nem citados, contra todos os integrantes da associação. E mais, ainda entrou com uma ação civil pública que, salvo engano, visa a dissolver a associação, ou seja, é um entendimento totalmente totalitário e ditatorial de quem está hoje à frente da OAB Nacional, o senhor Felipe Santa Cruz.

3. Essas denúncias que o senhor citou fazem parte da campanha lançada por vocês para que internautas reportem à entidade ofensas ao presidente Jair Bolsonaro e seus familiares?

Sim, veja, nós temos um deputado federal — Daniel Silveira — que, ao se referir ao STF de forma desrespeitosa, foi preso por conta disso. Automaticamente, se pode levar a crer, a conclusão é lógica, que qualquer outro deputado federal ou senador que use desses mesmos expedientes contra o presidente da República deve receber a mesma pena. O que estamos fazendo não é fomentando ações, mas procedendo com denúncias de crimes que são cometidos por pessoas que, de acordo com o artigo 26 da Lei de Segurança Nacional, estão desacatando, injuriando e caluniando o presidente da República. Nós estamos exercendo a Justiça, que é a função do advogado.

4. Como vocês definem o conservadorismo?

A definição de conservadorismo é muito ampla e objeto de estudo permanente. Nós entendemos que o conservadorismo tem uma base muito sólida em três pilares: a filosofia grega, o direito romano e a cultura judaico-cristã. O que defendemos é aquilo que ao longo do tempo, da experiência, a sociedade já identificou como certo, justo e ético, e esses valores têm de ser mantidos axiologicamente falando.

Hoje, creio que o que está mais em combate é a cultura judaico-cristã. Defendemos os valores culturais daquilo que existe no livro sagrado. E, mesmo que você não ache que a Bíblia seja um livro sagrado, nós a entendemos como um livro de regras de fé e prática. Muitas das práticas contidas na Bíblia sagrada são eticamente valorosas para a sociedade como um todo. Para entender isso, não é necessário ser ou se converter ao cristianismo. Mesmo que você não acredite, nós respeitamos. O que não concordamos é que haja uma necessidade premente, principalmente no viés político da esquerda no nosso país, de implodir, de destituir, de pulverizar a cultura judaico-cristão. A isso realmente fazemos oposição. Esses valores acabam perseguidos pela ditadura de esquerda.

5. Hoje, como está a estrutura da OACB e o que vocês desejam para o futuro?

Atualmente, a Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil tem advogados inscritos em todos os Estados do nosso país e no Distrito Federal. Graças a Deus, estamos muito bem representados e manejando as ações necessárias. Não é nossa intenção ser um substitutivo da OAB. Não precisamos necessariamente de um número gigantesco de membros, precisamos de advogados patriotas, conservadores e cristãos, que tenham esse mesmo entendimento e se coadunem com o nosso estatuto. Queremos fazer aquilo em que acreditamos: pleitear a Justiça com o viés daquilo que o conservadorismo prega. Nós buscamos efetivamente uma sociedade mais justa e entendemos que a Justiça é obviamente exercida pelo direito, mas passa pela ótica cristã.

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12 comentários

  1. Apoio a iniciativa e espero que a OACB tenha muito sucesso. Depois que a letra da lei se tornou coisa morta, com a interpretação das regras ao sabor das ideologias funestas, é imprescindível que alguma coisa seja feita para enfrentar essa aberração. Conte comigo!

    1. PARA COMEÇAR, MATERIAL NÃO FALTA. BASTA PROCURAR O PROCESSO A SEGUIR, NO QUAL OS CORREIOS PROCESSAM O FELIPE SANTA CRUZ POR ESTELIONATO. DEVE MEIO MILHÃO DE REAIS ……

      PROCESSO Nº 0135909-88.2013.4.02.5101 – RIO DE JANEIRO

  2. Parabéns aos corajosos advogados, que se mostram dignos de seus deveres, seja como cidadãos, seja profissionais! A OAB há muito deixou de representar TODOS os advogados do Brasil. Há muito também deixou de merecer o respeito de TODOS os advogados, no sentido de que respeito é uma CONQUISTA, nunca uma imposição!!!

  3. E quem garante que a OACB não tenha viés político? Pois carrega a designação “conservador” até no nome? Então teremos uma OAB de esquerda e outra OAB de direita, politizaram do mesmo jeito!

  4. Entendo que a OACB tem viés politico conservador que sabe conviver com o viés politico progressista que logicamente não esta na sigla da OAB mas atualmente assim atua. Isto fica claro quando pede somente respeito às religiões mesmo que não as professe. Assim deveria ser a OAB e não esta atual dirigida por um ativista.

    1. Certo o comentário. A diferença entre as duas é que as duas, a OAB conservadora não tem ativismo ideológico partidário mas que tem viés político, claro que tem.

  5. OAB ha tempos tornou-se porta voz da esquerda…Enquanto isso, seus filiados exibem bermudas estampadas nos corredores do STF…fechem logo essa instituição nefasta

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