publicidade
Política

A guerra de conquista: as negociações de Trump para finalizar o conflito entre Rússia e Ucrânia

É evidente que a Europa tem razão, no sentido de que se trata de uma guerra de conquista proibida pela ONU, em que Putin busca ficar com o território ucraniano

Trump reúne líderes europeus na Casa Branca - 19/08/2025 | Foto: Divulgação/The White House
Trump reúne líderes europeus na Casa Branca - 19/08/2025 | Foto: Divulgação/The White House

O presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniu recentemente com Vladimir Putin, da Rússia, para negociar o fim da guerra na Ucrânia, mas eles saíram da reunião sem um acordo de cessar fogo.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

Um encontro entre Trump e Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e líderes europeus também aconteceu, na Casa Branca.

Não acredito que o presidente Trump agiu corretamente em relação à guerra de conquista de territórios ucranianos pela Rússia, pois a ausência de Zelensky, na reunião com Putin, que tratou das negociações sobre a paz na guerra entre a Rússia, conquistadora, e a Ucrânia, que defende seus territórios, é um problema.

Ora, se o Canadá quisesse, por exemplo, invadir os Estados Unidos para ficar com uma parte do território, o presidente Trump não gostaria que uma parte do seu país fosse ocupada por um outro.

É evidente que a Europa tem razão, no sentido de que se trata de uma guerra de conquista proibida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que Putin busca ficar com o território da Ucrânia.

O próprio presidente Lula, que prestigia o ditador Putin e é seu amigo, deveria aconselhá-lo a devolver o território que estão tentando conquistar, a não manter tropas matando ucranianos porque o que querem é aumentar o território — que já é o maior do mundo. Se a Venezuela quisesse invadir uma parte da Amazônia, qual seria a reação do presidente Lula senão mandar o Exército defender o nosso território?

Putin é um ditador que está matando ucranianos em uma guerra de conquista. Ele é semelhante a Josef Stalin e está, a essa altura, querendo celebrar a paz por intermédio do presidente Trump, que concordou em conversar com ele, sem a presença do presidente Zelenski. Claro que não iria dar certo.

Trump Zelensky reunião
Trump recebeu Zelensky na Casa Branca — Washington, D. C., 18/8/2025 | Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Acreditei, quando vi a assinatura daquele acordo, com o qual jamais seria permitido aos países que pertencem à ONU realizar guerras de conquista. Neste sentido, a ONU, quando a Rússia começou a invadir a Ucrânia, fez um protesto veemente contra o ditador Putin. Porém, agora,  tentaram negociar a paz sem a presença do presidente da Ucrânia, mesmo sendo este o país invadido.

Expresso meu inconformismo, porque penso que foi um mau exemplo: todos os presidentes que quiserem e tiverem força militar maior do que a dos países vizinhos poderão tomar a mesma posição: guerra de conquista.

Já estamos vendo a Venezuela se preparar para invadir a Guiana, dizendo que três quartos do território guianense devem pertencer a ela. Se Trump concordasse com essa negociação com Putin, sem a presença de Zelensky, qual seria a autoridade moral para dizer à Venezuela que não deve invadir a Guiana?

Isso gera um panorama no qual a lei do mais forte que deverá predominar, ou seja, prevalece não a força do direito, mas o direito da força.

+ Putin impõe condição para o fim da guerra com a Ucrânia

Seria revoltante, portanto, se, nas conversas de paz, não tivesse a presença do presidente de Zelensky, sendo que é o destino da Ucrânia que será decidido.

Tenho receio que o presidente Trump venha a concordar com o ditador Putin no sentido de a Ucrânia ceder parte do seu território, mais ou menos como Chamberlain (primeiro-ministro do Reino Unido de maio de 1937 a maio de 1940) fez com Hitler, quando cedeu a Tchecoslováquia na certeza de que com isso impediria uma guerra mundial, mas não adiantou. Se a Rússia ficar com parte do território da Ucrânia, todos os países limítrofes correrão risco.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) vai ter que, cada vez mais, aumentar seus orçamentos militares para a proteção da Europa e a corrida armamentista, que é uma corrida contra a paz, vai crescer no mundo inteiro.

Que o bom senso prevaleça e, que, após a reunião com o presidente Zelensky, seja encontrado o melhor caminho para a paz!

Leia também: A Copa de Trump, reportagem publicada na Edição 278 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.