O empréstimo que o governo do Distrito Federal pretende contratar para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB) pode custar mais de R$ 1 bilhão por ano em juros. Deputados distritais da oposição apresentaram os cálculos, baseando-se na operação de até R$ 6,6 bilhões negociada junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O tema voltou ao centro do debate nesta semana. O governo encaminhou à Câmara Legislativa um projeto para ratificar o acordo firmado com a União. A proposta, porém, não avançou por falta de quórum. A votação deve voltar à pauta nos próximos dias.
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Os parlamentares afirmam que o Executivo ainda não apresentou detalhes sobre a taxa de juros e o prazo definitivo do contrato. Por isso, as projeções divulgadas têm caráter estimativo.

Oposição questiona custo da operação
Uma das simulações considera taxa equivalente ao IPCA mais 4,5% ao ano. Segundo os deputados, esse cenário foi apresentado pelo secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, em reunião reservada. Nessa hipótese, o custo total da operação pode alcançar R$ 23 bilhões ao longo do contrato.
Outro cálculo, elaborado pelo gabinete do deputado Fábio Félix (PSOL), estima desembolso total de R$ 13,4 bilhões. Desse valor, R$ 6,91 bilhões corresponderiam apenas aos juros acumulados em 15 anos.
Já uma terceira projeção, apresentada pelo deputado Gabriel Magno (PT), considera juros de 1,4% ao mês, equivalentes a 18,16% ao ano, e pagamento em 180 parcelas. Nesse cenário, o custo total chegaria a R$ 17,84 bilhões. As prestações mensais ficariam próximas de R$ 99 milhões, enquanto os juros ultrapassariam R$ 11 bilhões ao longo do período.
Os deputados criticam a falta de informações sobre a modelagem financeira da operação e querem saber como o banco usará os recursos para se reequilibrar.
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