Ano novo, velha infâmia. As decisões de Alexandre de Moraes em relação a Jair Bolsonaro — como essa última, expedida no primeiro dia de 2026, de negar prisão domiciliar ao ex-presidente — já não podem ser descritas genericamente como mero abuso de poder. Elas configuram algo mais específico, para cuja descrição só consigo pensar num termo adequado: adelismo judicial.
Sim, tudo o que o pretenso juiz Alexandre de Moraes tem feito na condução de sua campanha de aniquilação contra o bolsonarismo nada mais é que a transposição institucional da lógica que animou Adélio Bispo em 2018 — não mais a lâmina improvisada empunhada por um fanático, mas a caneta empunhada por um extremista togado. O objetivo, no fundo, é o mesmo: eliminar o adversário político, ainda que isso implique conduzi-lo lenta e humilhantemente à morte.
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O pretexto utilizado no mais recente despacho de ódio de Moraes — a suposta melhora do estado de saúde de Bolsonaro — é uma falsificação grosseira da realidade. O quadro clínico é gravíssimo, com alto risco de morte. Desde a última internação, foram quatro cirurgias, sucessivas, invasivas e debilitantes. Negar prisão domiciliar nessas condições não tem sequer uma mínima aparência de rigor jurídico. Trata-se de crueldade deliberada. É a transformação do sofrimento físico em instrumento de vingança política.
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E aqui, é impossível não recorrer mais uma vez ao autor que desenvolveu os conceitos adequados para descrever o tipo de situação encarnada pela ditadura luloalexandrina no Brasil de nossos dias, uma mistura inextricável entre política e psicopata. Refiro-me a Andrzej Łobaczewski, psiquiatra polonês autor de Ponerologia: psicopatas no poder. Nessa obra de leitura fundamental às vítimas brasileiras do monstro, Łobaczewski chama de patocracia o regime em que o poder deixa de ser exercido por homens comuns, com suas virtudes e limites, e passa a ser colonizado por personalidades psicologicamente deformadas. Nessa ordem invertida, a lei já não reflete a justiça, mas a estrutura mental de seus dominadores; a empatia é tratada como desvio, e a crueldade, como dever funcional. A violência estatal, então, não se apresenta mais como explosão excepcional, mas como rotina burocrática — fria, normatizada e administrada em nome da imposição de um consenso político e cultural fabricado pela própria elite patocrática.
O adelismo judicial não é um desvio ocasional

O adelismo judicial é uma manifestação específica do gênero patocracia. É a continuidade do atentado por outros meios. O que Adélio tentou fazer com a facada — interromper biologicamente a existência de uma liderança política popular e carismática —, Moraes tenta concluir com despachos, indeferimentos e decisões “técnicas” que ignoram deliberadamente a realidade médica. É a violência despida de sangue visível, mas não menos letal. É a institucionalização do ataque, agora protegido pelo verniz da legalidade.
A situação torna-se ainda mais obscena quando se recorda que Alexandre de Moraes sequer deveria estar vestindo a toga. Para além de todas as violações a direitos humanos por ele cometidas, a sua indecente proximidade com o escândalo do Banco Master já seria suficiente para afastá-lo de qualquer função judicante em um país minimamente sério. Um juiz sob suspeita grave não tem autoridade moral para decidir sobre a liberdade — e a sobrevivência — de ninguém.
O Brasil assiste, atônito, à consolidação de uma patocracia em que o Judiciário não apenas persegue adversários, mas o faz com requintes de sadismo. O adelismo judicial não é um desvio ocasional, mas o principal sintoma de um regime em decomposição moral. Ele implica a queda definitiva do último resquício de civilização que ainda fingíamos possuir.
Leia também: “E livrai-nos deste STF, amém”, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 302 da Revista Oeste






































Como podemos ser boçais a ponto de aceitar atrocidades sem uma reação efetiva? Estamos todos escravizados por esse Regime Totalitário!
Raciocínio irretocável! 👏🏻👏🏻👏🏻
Esse indivíduo é psicótico, megalomaníaco, completamente doente. O fim dele deverá ser interessante.
E os colegas de toga assinando embaixo. Lá fora, Paulo Gonet arquivando o indecente caso contrato Master/Bacci. Vergonha já era nesse pessoal , muito triste o que estamos presenciando .
Eu nunca vi tanto ódio, raiva, e falta de compaixão em uma pessoa. É desumano.
E todos no mais profundo silêncio.
Congresso que esboça uma reação até a próxima liberação de emendas parlamentares, OAB, Igreja que nos anos 1960/1970 abrigava terroristas na Cúria Metropolitana de São Paulo, Estados Unidos que estranhamente revogou a aplicação da Lei Magnitsky, Um tal de Vaca que até hoje não explicou o que veio fazer no Brasil…
Neste acúmulo de absurdos não podemos perder de vista o fato de Bolsonaro ter sido condenado por algo que não existiu. E que todos togados do STF, sem exceção, são igualmente responsáveis pelos crimes de Morais, principalmente o fujão Barroso.
É nobre jornalista.
A sujeira é quase que infinita.
Vemos “políticos” calados, juristas calados, demonstrando que são coniventes ou terrivelmente covardes.
Vade retro….
Começo a ter a impressão que as atitudes raivosas e desmedidas, são tomadas com a finalidade de queima de arquivo.