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Política

Advogada do PL vê 'indução' em pesquisa que mostrou queda de Flávio

Defesa do partido afirmou que levantamento da AtlasIntel utilizou perguntas capazes de influenciar a percepção dos entrevistados

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| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil

A advogada do PL, Maria Claudia Bucchianeri, afirmou nesta terça-feira, 9, que a pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg sobre a corrida presidencial apresenta falhas metodológicas que comprometem sua validade. A declaração ocorreu durante o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que analisa a suspensão da divulgação do levantamento.

Segundo a representante do partido, o estudo contém um “problema fatal” e a Justiça Eleitoral sequer deveria tê-lo registrado. A defesa sustenta que a pesquisa utilizou técnicas de indução de respostas e omitiu informações relevantes sobre o material apresentado aos entrevistados.

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O levantamento, divulgado em maio, apontou queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

À esquerda, o ministro Kassio Nunes Marques; à direita, o senador Flávio Bolsonaro | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons
À esquerda, o ministro Kassio Nunes Marques; à direita, o senador Flávio Bolsonaro | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons

Durante a sustentação, Bucchianeri argumentou que os pesquisadores apresentaram várias perguntas sobre o Banco Master aos entrevistados. Essa etapa aconteceu antes de o público avaliar a imagem de Flávio Bolsonaro.

“Depois de o pré-candidato do PL ter sido submetido a todo tipo de observação envolvendo o escândalo do Banco Master, pergunto apenas ao final qual é a visão positiva ou negativa sobre ele”, afirmou.

TSE analisa suspensão da pesquisa

A pesquisa entrou na mira do PL poucos dias depois da divulgação de informações sobre conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, concedeu uma liminar e suspendeu a divulgação do levantamento. Na decisão, ele apontou indícios de que a AtlasIntel pode ter comprometido a metodologia utilizada.

Na decisão, o ministro citou elementos que poderiam influenciar a percepção dos entrevistados, entre eles perguntas relacionadas a investigações e conteúdos com potencial carga valorativa negativa.

A advogada do PL também questionou o formato online da pesquisa. Segundo ela, os participantes podiam visualizar perguntas anteriores e posteriores durante o preenchimento do questionário, o que permitiria alterações nas respostas ao longo da entrevista.

O caso segue sob análise dos sete ministros do TSE. A suspensão determinada por Nunes Marques continua em vigor até a conclusão do julgamento.

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