O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu nesta terça-feira, 9, o julgamento sobre a decisão do ministro Kassio Nunes Marques que determinou a retirada de uma pesquisa do instituto AtlasIntel. O levantamento apontava queda de cinco pontos nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa presidencial.
A ministra Estela Aranha pediu mais tempo para analisar o caso e interrompeu a votação. Com isso, continua em vigor a decisão individual de Nunes Marques que proibiu a divulgação da pesquisa até nova deliberação da Corte.
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O presidente do TSE, que também relata o processo, votou pela manutenção da medida. Ainda não há data para a retomada do julgamento.

PL questionou metodologia
O partido de Flávio Bolsonaro, o PL, entrou com a ação. A legenda sustenta que o questionário utilizado pelo AtlasIntel teria induzido respostas negativas sobre o senador.
Segundo o partido, oito das 49 perguntas do levantamento tratavam diretamente do Banco Master e foram apresentadas em sequência aos entrevistados. Para o PL, a estrutura do questionário teria influenciado a percepção dos participantes da pesquisa.
Na decisão, Kassio Nunes Marques afirmou que a discussão não envolve apenas divergências metodológicas, mas também a possibilidade de o questionário ter funcionado como mecanismo de indução das respostas.
O ministro também observou que outras pesquisas realizadas pelo AtlasIntel não utilizaram perguntas semelhantes às que motivaram o questionamento judicial.
Eles divulgaram a pesquisa em maio, pouco tempo depois do vazamento de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O levantamento indicou recuo de cinco pontos nas intenções de voto do senador.
Em nota, o AtlasIntel informou que cumpre a determinação do TSE e afirmou que está prestando esclarecimentos sobre a metodologia utilizada no estudo.
“A situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada, e confiamos no colegiado do TSE para afirmar a robustez técnica e a legalidade do estudo”, declarou o instituto.
Além de Kassio Nunes Marques e Estela Aranha, participam do julgamento os ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Antônio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva e Floriano de Azevedo Marques Neto.
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