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Política

Advogado de Bolsonaro confronta Cid com áudio

Em mensagem, o tenente-coronel afirma que o então presidente da República 'desistiu de qualquer coisa, de qualquer ação mais contundente'

mauro cid
O advogado Celso Vilardi e o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante julgamento da denúncia do núcleo 1 da Pet 12.100 - 25/3/2025) | Foto: Gustavo Moreno/STF

Nesta segunda-feira, 9, o advogado Celso Vilardi, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro, confrontou o tenente-coronel Mauro Cid com um áudio.

A cena ocorreu durante interrogatório de Cid, no Supremo Tribunal Federal (STF). O militar falou primeiro, por ser o delator de uma suposta tentativa de golpe.

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Vilardi reproduziu uma gravação obtida pela Polícia Federal no celular de Cid, na qual o tenente-coronel se dirige a um general para relatar as movimentações de Bolsonaro nas semanas que se seguiram ao anúncio da vitória de Lula.

No áudio, Cid afirma que Bolsonaro “desistiu de qualquer coisa, de qualquer ação mais contundente”.

Interpelado por Vilardi, Cid disse não se lembrar da gravação. “Foi para quem essa mensagem?”, perguntou o advogado. “Bom, possivelmente foi para o general Freire Gomes, então comandante do Exército, que era o general com quem eu tinha uma interlocução mais direta. Eu mostrava os altos e baixos das conversas que se tinham”, respondeu Cid. “Tanto que tem outra mensagem que eu peço o general]para vir falar com o presidente porque o presidente estava muito mal.”

Áudio de Mauro Cid

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O tenente-coronel Mauro Cid, durante depoimento na CPMI do 8 de Janeiro, no Senado – 11/7/2023 | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Eis o que diz Cid no áudio:

“Oi, general. Bom dia. Ontem, o presidente, eu senti que ele já praticamente. Acho que desistiu de qualquer coisa, de qualquer ação mais contundente. Ontem, por várias vezes, ele comentou que o governo Lula, que um possível governo Lula, como ele sempre fala, não daria certo. Lula vai meter o pé pelas mãos. Ele vai botar os seguidores todos contra ele. Tanto que ontem Bolsonaro comentou e pediu para deixar tudo andar, não quer que ninguém fique pressionando nada. Ele conversou bastante tempo com o Valdemar também. Ontem no começo da tarde, ontem, o general Pazuello esteve com ele dando sugestões, ideias de como ele podia de alguma forma tocar o artigo 142, uma coisa assim”. 

Leia também: “Sem mais tempo a perder”, reportagem publicada na Edição 272 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Danilo Francisco de Mendes
    Danilo Francisco de Mendes

    Peraí. Mas se ele desistiu de dar um golpe, é porque ele tinha mesmo planejado um golpe. É confissão de culpa. Sério que o advogado deu essa mancada?? 😉🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

  2. Marcos Antônio de Carvalho
    Marcos Antônio de Carvalho

    Nada disso adianta de alguma coisa. O teatro dos neonazistas está a pleno vapor, para justificar uma decisão que já está tomada. Até a presença do min. FUX faz parte do engodo. Ninguém acredita mais na honestidade e na ética desses pulhas.

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